31 de maio de 2010

Caiu a ficha da honestidade como valor atemporal

 Por Sonia Fleury -
Boletim de Conjuntura. Maio - FGV

Foi aprovado neste mês, na Câmara e no Senado, o projeto de lei complementar  (168/93, 518/2009 e outros), conhecido como Ficha Limpa, que agora irá para sanção presidencial, o que deverá ocorrer em breve. O projeto de lei Ficha Limpa deve ser visto como um “case study” sobre as relações entre Estado e sociedade nos dias atuais, no que concerne ao exercício da política.

Quando o Congresso atravessa um dos piores momentos em termos de baixa  popularidade, sendo alvo do descrédito popular, a aprovação deste projeto mostra que a  sociedade conseguiu separar com clareza a política  dos políticos. A valorização da  política se deu pela intensa mobilização da sociedade civil organizada que, por meio da  articulação de 44 entidades no Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE),  construiu e encaminhou ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular (518/2009) com o apoio inicial de 1,6 milhão de assinaturas de eleitores. 

Recebido com ceticismo por políticos e pelo governo, que chegou a declarar que esta não era uma de suas prioridades atuais, o movimento que o impulsionava não se esmoreceu diante destas reações iniciais após dois  anos de trabalho de mobilização social. Ao contrário, não parou de crescer, tendo chegado, a recolher pela internet um total de 4 milhões de assinaturas. Além disso, os deputados passaram a ser pressionados por mensagens eletrônicas que inundavam seus correios eletrônicos.

Esta manifestação surpreendente de cidadania ativa contrasta com todas as pesquisas de opinião que mostram o descrédito da população com os políticos profissionais, o que demonstra que a valorização da política não dependeu da sua vinculação à atividade dos políticos. Ao contrário, a mobilização da cidadania fez com que o governo recuasse de sua posição inicial e reconhecesse que deveria ouvir e incluir na sua agenda as prioridades da sociedade.

Da mesma maneira, os parlamentares também tiveram que responder à pressão social e colocar em votação o texto do relator preservando o espírito original da proposta que torna inelegíveis por oito anos posteriores ao término da pena os políticos condenados por decisão de colegiado da Justiça. São considerados inelegíveis os condenados por crimes dolosos, tráfico de entorpecentes, crimes contra a vida, contra a economia popular, contra o sistema financeiro e o meio ambiente, entre outros.  Desta forma o projeto ficha limpa vem inserir mais algumas inelegibilidades àquelas já estipuladas pela Lei Complementar no. 64/90 e aumenta de três para oito anos o prazo de inelegibilidade. Uma das novidades da nova lei é que não serão mais preservados os direitos políticos de quem renuncia ao mandato para escapar de eventual cassação depois de denúncia.  A inelegibilidade alcançará o acusado desde o momento em que é aceita a denuncia.

O texto original era mais restritivo, pois considerava inelegível o candidato condenado por um juiz de primeira instância ao invés de por uma instância colegiada e não previa a possibilidade do candidato pedir efeito suspensivo quando apresentar recurso contra a decisão do colegiado. No entanto, o MCCE aceitou a argumentação do relator de que era preciso conciliar dois fatores: por um lado, o  desejo da sociedade de evitar que pessoas sem ficha limpa disputem cargos eletivos, e, de outro, o direito ao contraditório e à ampla defesa. 

Inúmeras foram as tentativas de parlamentares de desvirtuar o texto originalmente proposto pelas organizações sociais, em especial no que tange a condenações por corrupção eleitoral, compra de votos, doação ou uso ilícito de recursos de campanha e abuso de autoridade, o que afeta  muitos dos parlamentares que estavam julgando o projeto. Também foram feitos destaques para excluir do texto os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública, dentre o rol daqueles que tornam a pessoa inelegível. Apesar da resistência da bancada ruralista foi mantido o impedimento da candidatura dos condenados por crimes contra o meio ambiente com pena superior a dois anos. As alegações para adiar a votação por mais de oito meses e por tentar emendar e desfigurar o projeto de lei foram tanto pragmáticas, tais como ser difícil encontrar um “candidato virgem” ou com ficha limpa, quanto fundamentadas no princípio da presunção da inocência, o que só tornaria inelegíveis os políticos com todos os recursos transitados em julgado. Desta forma, as emendas tentaram manter a situação como é atualmente, mas este divórcio entre representantes e representados não pode perdurar. Um acordo de lideranças colocou o projeto em votação além de eliminar as emendas que o desvirtuavam, mantendo o texto do relator que foi aprovado na Câmara e no Senado.

O que torna esta lei complementar um caso exemplar?

Primeiramente, é necessário refletir sobre o sentido da política no momento atual. Enquanto o TSE informa que houve uma queda de 25,65% no número de eleitores com 16 e 17 anos em relação às eleições de 2006, vemos que os jovens se mobilizaram e foram atores fundamentais para garantir o desfecho do caso de corrupção no governo do Distrito Federal. O volume de assinaturas alcançado pelo projeto de Lei Ficha Limpa é outro indicador de que a sociedade civil está encontrando novas formas e veículos de participação política, muito embora se aprofunde o  fosso que separa a sociedade dos seus representantes formais no Parlamento.

Esse paradoxo entre elevação da mobilização política e aumento do descrédito da representação precisa merecer uma análise mais profunda e a construção de uma agenda de reformas institucionais que impeça que se aprofunde o divórcio entre a política e os políticos, a bem da consolidação institucional de nossa democracia. Em outras palavras, é necessário rever a institucionalidade atual de forma a construir canais efetivos de atuação política da sociedade que permitam atualizar e fortalecer a democracia representativa.

O caso do Projeto Ficha Limpa mostra claramente quais são os passos nesta direção, já que se tratou de um projeto de lei apresentado pela cidadania, nos termos previstos no artigo 14 da Constituição Federal de 1988.  A CF/88 consagra a convivência da democracia representativa com a democracia participativa no seu artigo primeiro, parágrafo único, onde se lê: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.  

E no artigo 14 agrega que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante:
  1. Plebiscito;
  2. Referendo;
  3. Iniciativa popular.
No entanto, a legislação que regulamentou os instrumentos constitucionais de participação popular tardou uma década a ser promulgada (Lei 9.709 de 18/11/1998), praticamente repetindo o que estava no texto constitucional. Enquanto o plebiscito é utilizado como uma forma de consulta sobre qualquer questão de interesse público, não tendo feição normativa, o referendo é um instrumento concernente a ato normativo, com caráter necessariamente vinculativo. Já a iniciativa popular legislativa diz respeito à elaboração de projeto de lei por parte da sociedade para sua apresentação à Câmara dos Deputados, desde que o projeto seja subscrito por,  no mínimo 1% do eleitorado, distribuído em pelo menos cinco estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores em cada um deles. 

As restritivas condições estabelecidas para a iniciativa popular foram superadas em alguns poucos casos, como a lei que ampliou o rol de crimes hediondos inafiançáveis, a partir da mobilização desencadeada pela tragédia que acometeu a escritora Glória Perez e que contou com o apoio da mídia (Lei 8.930/94). Outro projeto de lei de iniciativa popular aprovado tratou de coibir a compra de votos e reduzir a corrupção eleitoral (Lei 9.840/99). Em 2005 foi aprovada a lei de iniciativa popular que criou o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Popular.  Neste  último caso, como também era criado o Fundo Nacional de Habitação e seu Conselho Gestor, ou seja, alterações na estrutura administrativa do Estado que são prerrogativas do Executivo, foi necessário se chegar ao entendimento que o projeto popular constitua-se em exceção ao princípio de reserva de iniciativa do Chefe do Poder Executivo. 

Como vemos as possibilidades de exercício da soberania diretamente pela cidadania são extremamente limitadas. Nem mesmo os tradicionais instrumentos de  recall e veto evogatório foram previstos no texto constitucional, embora usados em outros países. Através do instrumento do recall fica garantido à população o direito de cassar um representante eleito que não atua de forma prevista, nos termos da legislação. O veto popular pode ser entendido como um referendo revocatório, pois estabelece as condições nas quais a população pode derrubar uma legislação aprovada pelo Congresso. Proposta de emenda constitucional com a  inclusão da revogação de mandatos tramita no Congresso. Também tramita proposta que resgata o princípio da soberania popular, ao permitir que plebiscitos e referendos sejam convocados seja por iniciativa popular, seja por iniciativa de um terço de membros de uma das casas do Congresso (PL 4.718/2004).

Este é o momento oportuno de se cobrar a revisão desta precária institucionalidade que respalda a democracia participativa no processo legislativo. É preciso incluir os instrumentos do veto e da revogação do mandato, ampliando o rol de mecanismos de participação, assim como definir regras que garantam a prioridade na tramitação dos projetos de leis oriundos da iniciativa popular. No momento, só se pode contar com a pressão popular para assegurar que o enorme esforço exigido para coleta de assinaturas não fique postergado para entrar em votação.

No caso emblemático da Lei Ficha Limpa o Senado alterou o texto aprovado na Câmara, alegando necessidade de compatibilizar os tempos verbais: passou de os que tenham sido condenados para os que forem condenados. Criou-se, com este recurso gramatical, a possibilidade de interpretação de que a inelegibilidade prevista na Lei só se aplicará a partir de 2012, livrando os políticos atuais para se candidatarem nas próximas eleições, mesmo os que tenham sido condenados nos termos previstos nesta lei. Se este for o entendimento jurídico, a honestidade começa amanhã.

Enquanto se discutem diferenças de tempos gramaticais que terminarão por salvar os políticos atuais a sociedade elege a honestidade como um valor atemporal. Porém, não se pode construir democracia onde impera o divórcio entre opinião pública e institucionalidade política. É preciso, pois, romper a letargia dos poderes instituídos e procurar acompanhar as mudanças que se processam na sociedade. Os que forem brasileiros, sigam-me, como bem lembrou a escritora Ana Maria Machado.

Plebiscito consultará sociedade sobre limite de propriedade de terra

Fonte: Adital
Você acha que deveria haver um limite para propriedade de terra no Brasil? Entre os dias 1º e 7 de setembro deste ano, a sociedade brasileira terá a oportunidade de responder a essa pergunta através de um plebiscito popular. A iniciativa, promovida pelo Fórum Nacional Popular pela Reforma Agrária e Justiça no Campo juntamente com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pretende indagar a população se há necessidade de limitar ou não as propriedades de terras.

Diversas organizações e entidades sociais já começaram a se articular para preparar a consulta. De acordo com Luiz Cláudio Mandela, coordenador colegiado da Cáritas Brasileira, 72 entidades de diferentes regiões já participaram de um primeiro plenário sobre o assunto. “23 estados já estão participando [da organização] e os outros começam a se articular”, afirma.

A ideia é, até setembro, conscientizar e mobilizar a população brasileira sobre a importância do limite de propriedade de terras. “Queremos dialogar com a sociedade sobre a concentração de terras no Brasil. Isso interfere na estrutura política, social, geografia e econômica do país”, destaca.

Enquanto o dia da consulta popular não chega, os interessados em participar da Campanha já podem assinar e divulgar o abaixo-assinado em apoio à proposta de emenda à Constituição que limita a área da propriedade de terra no país. “As pessoas já podem levar a folha do abaixo-assinado para debates sobre o assunto e assinar”, comenta.

De acordo com Mandela, para torna-se um projeto de lei de iniciativa popular, são necessárias, no mínino, 1,5 milhão de assinaturas, meta que pretendem superar. “Mas a expectativa é que esse número no plebiscito seja muito maior. Queremos que ele seja como os outros, como o da Dívida [em 2000], que contou com seis milhões de votos, o da Alca [Área de Livre Comércio das Américas - realizado em 2002], que teve mais de dez milhões”, acrescenta.

Desta vez, o plebiscito irá propor à sociedade um limite de 35 módulos fiscais para as propriedades de terras rurais. A intenção é que essa limitação esteja prevista na Constituição Federal. Segundo informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), módulo fiscal é a unidade que “serve de parâmetro para classificação do imóvel rural quanto ao tamanho”. A Lei nº 8.629, de fevereiro de 1993, considera grandes propriedades imóveis acima de 15 módulos fiscais.

De acordo com a Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, a inclusão na Constituição do limite das propriedades de terras em até 35 módulos fiscais “resultaria numa disponibilidade imediata de mais de 200 milhões de hectares de terra para as famílias acampadas, sem despender recursos públicos para a indenização dos proprietários”.


O plebiscito acontece nacionalmente durante o Grito dos Excluídos, na primeira semana de setembro. Mais informações:  http://www.limitedaterra.org.br/index.php

29 de maio de 2010

Comunidade Consciente chega aos 1000 acessos

Hoje a Comundade Consciente comemora 1000 acessos (oficialmente já que antes não tinhamos um contador.) E isso em menos de 2 meses.  Não temos palavras para expressar nossa gratidão pela apoio e a companhia de vocês.  

Quando Andy e eu começamos este blog em 2009 nós não tinhamos grandes pretensões. Queríamos apenas compartilhar a nossa visão de que um outro mundo era possível. As histórias postadas aqui acabaram nos mostrando que este novo mundo, embora não seja o majoritário ainda, é bem real.
 
Se você tem uma história para contar ou conhece a de alguém, colabore. Basta deixar um mensagem ou enviar um email.

21 de maio de 2010

O Ser Consciente decide pela vida

O DETRAN do ES acaba de colocar no ar a campanha "Eu decido pela vida" para incentivar o uso do cinto de segurança. A campanha mostra de maneira impressionante o impacto de um acidente quando "esquecemos de colocar o cinto".

Confira o vídeos abaixo e participe da mobilização na internet através do hotsite da campanha. Nada mais consciente que usar o cinto de segurança.

Eu decidi pela vida - Vídeo 1

 

Eu decidi pela vida - Vídeo 2

Supermutirão vai limpar principais capitais brasileiras a partir de 2011

Convite para a consciência!!!

Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu

Campanha para mobilizar cidadãos será lançada na noite desta quinta-feira, dia 20, no Rio de Janeiro; organizadores querem atrair 200 mil voluntários para recolher lixo nas ruas cariocas em uma semana

Na primeira semana de março de 2011, as ruas da cidade de Rio de Janeiro serão tomadas por 200 mil voluntários decididos a livrar a cidade do lixo em uma semana. Belo Horizonte, Brasília e, por fim, São Paulo – com intervalos de seis a oito meses – serão as próximas cidades beneficiadas. Mas para garantir o sucesso da mega-operação, nesta quinta-feira, dia 20 de maio, a partir das 19h30, será lançada no Rio, a campanha oficial para mobilização dos voluntários.

A novidade será anunciada ao público durante o show de encerramento do 3º Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, evento que tem entre os convidados especiais, Rainer Nõlvak, ambientalista estoniano e principal idealizador do movimento Let´s Do It (vamos fazer isto).

A ação já ocorreu na Estônia e em Portugal, onde voluntários locais limparam as ruas em um dia cada. A próxima etapa da campanha está prevista para setembro, em Nova Dhéli, capital da Índia. No Brasil, Nõlvak declarou estar “muito animado e ansioso para conhecer a força de mudança do povo brasileiro”.

Clique aqui para ver o vídeo da ação realizada em 2008 na Estônia. O movimento reuniu 50 mil pessoas e recolheu, em apenas um dia, 10 mil toneladas de lixo descartadas de forma incorreta.

Limpa Brasil – Let´s Do It 

Por ter dimensões continentais e uma realidade cultural diferenciada dos países europeus onde foram realizados os dois primeiros mutirões, a ação no Brasil se transformou em um projeto e foi apelidado de Limpa Brasil – Let´s Do It .“Fizemos questão de adotar o nome internacional do movimento para manter a identificação, mas muitos aspectos terão que ser adaptados para nossa realidade”, explica Marta Rocha, da Atitude Brasil, consultoria que coordena o projeto no Brasil.

Aqui, o projeto tem objetivo de provocar reflexão popular sobre a responsabilidade individual na conservação dos espaços públicos e do meio ambiente, coisa que segundo Rocha, “já acontece com maior naturalidade nos países europeus”.

Aqui ainda é muito comum jogar lixo nas ruas, nos rios e outros lugares públicos, por isso, queremos que esta ação conjunta de limpar o Brasil pelas mãos dos próprios cidadãos provoque uma reflexão e que gere uma mudança de comportamento”, explica.Segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana da Prefeitura do Rio de Janeiro (Comlurb), a cidade gasta cerca de R$ 250 milhões por ano na coleta de mais de 1,2 milhões de toneladas de lixo recolhidos nas ruas e praias da cidade. A coleta do lixo jogado no chão custa três vezes mais se comparado ao custo do recolhimento em lixeiras. Por outro lado, o descarte incorreto do lixo tem impactos ambientais negativos, pois, entopem esgotos e provocam enchentes, além de poluir rios e mares, prejudicando a desenvolvimento saudável do ecossistema. Vale lembrar que pequenas ações do cotidiano como não jogar lixo em locais impróprios, separar lixo para reciclagem e evitar o consumo excessivo de embalagens podem ajudar na economia de recursos que poderiam ser investidos no melhoramento de serviços públicos de saúde, educação, transporte, lazer, etc. Diferentemente das ações na Europa – onde a limpeza durou apenas um dia cada e a custo zero – no Brasil, a ação carioca, por exemplo, tem um custo estimando em pouco mais de R$ 3 milhões e já conta com apoio de empresas como a Petrobras, a Vale, o Banco do Brasil, além de empresas de comunicação como a Rede Globo, TV Cultura, e o Canal Futura. “O projeto aqui [no Brasil] vai se estender por muito mais tempo. Só no Rio, vamos trabalhar durante uma semana. Existe um desafio de logística e comunicação muito grande e isso requer profissionais qualificados, não dá para contar apenas com voluntários. Mesmo assim, as parcerias têm muito mais peso nessa ação”, afirma Rocha. Começo desafiadorPara se ter uma idéia da dimensão do desafio que os voluntários cariocas vão enfrentar, a cidade do Rio de Janeiro tem hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pouco mais de seis milhões de habitantes – quase um triplo de toda a Estônia, com 2,2 milhões de pessoas. Por outro lado, a Comlurb retira das ruas 3,1 toneladas de lixo por dia, o equivalente a 95 mil toneladas todo mês. Esperançosa, Rocha espera que a ação no Rio recolha um volume muito maior do que o da Estônia: “considerando o número de voluntários que pretendemos convocar e a própria necessidade de praticar uma ação que realmente faça diferença, nossa expectativa é recolher em uma semana um volume dez vezes maior que o recolhido na Estônia, ou seja, algo em torno de 100 mil toneladas de lixo”.

Segundo a organização, cooperativas que fazem coleta de lixo reciclado são parte importante do projeto e serão beneficiadas diretamente. Mas a grande dificuldade é a destinação do lixo não reciclável. “Temos convicção de que esse é um grande desafio, pois ninguém quer esse material. Mas já iniciamos contatos com a prefeitura e estamos buscando outras parcerias que possam ajudar nesse sentido”, afirma Rocha.“Intercâmbio” em Nova DhéliDepois do lançamento oficial do projeto no Brasil, integrantes da Atitude Brasil seguem para Nova Dhéli, onde farão uma espécie de intercâmbio junto aos organizadores da ação que vai acontecer na cidade em setembro. A idéia é vivenciar o processo de organização – que inclui campanha de mobilização, ações de comunicação e planejamento da estrutura e logística necessárias.

É uma realidade bem mais próxima da nossa. Aliás, lá [na Índia] os problemas com o lixo são bem mais complexos que no Brasil. Com certeza, nossa equipe sairá de lá com boas expectativas”, aposta.

20 de maio de 2010

The Role of Twitter in the Earthquake of China’s Qinghai


In April, an earthquake hit the Yushu county, a Tibetan area of Qinghai in China's far West, leaving more than 2,000 people dead and ruining the county capital Gyegu. The reconstruction plan for Yushu would take three years and cost 9 billion yuan, China announced this month.
 
Tibetans view Qinghai as part of their historic territories. The earthquake was an opportunity for the Chinese government to show goodwiils towards ethnic minorities. But there are mutual suspicions, as monks wanting to make contributions to the rescue were denied access to the county by officals.

The earthquake also exposed the problem of poorly built schools in Yushu, as reports of school building collapses appeared. This echoed with China's Sichuan earthquake in 2008, when thousands of students died as shoddy school buildings, linked to corruption scandals, collapsed.

Setting aside these complications, however, the earthquake has showcast the power of twitter (called "microblogging" in China) during the rescue effort. According to a report in the Chinese media, during the relief effort, there were over 500,000 tweets related to the earthquake, and over 150,000 users had shown their concerns through the microblogging platform.

These tweets played an important role in exchanging intelligence, relaying requests for help, and describing on-the-ground situations. A few example tweets would explain:

急需棉衣、棉被、帐篷、药品和食物。请直接寄往灾区! 地址: 玉树州人民政府救灾物资办邮编815000。黄立明( 青海玉树州人 民政府副秘书长) 电话:15352985890。
Urgent requests for clothes, blankets, tents, medicines and food. Please send directly to the disaster area. Address: Relief Resources Management Office, Yushu People's Government, Post Code 815000. Huang Liming (Deputy Secretary, Yushu People's Government). Phone: 15352985890.

现在飞西宁的大部分普通航班都被拦下来了, 想告诉没能跟上 救援队班机的记者, 兰州离西宁只有3-4 小时车程, 搭普通航班飞兰州然后包辆车经西宁开往玉树也是个办法, 还便宜( 现在从西宁开往玉树的车已经 叫价6 元/ 公里)。
Flights to Xining has been suspended. Nanzhou is only 3-4 hours away from Xining by car. I suggest journalists to take flights to Nanzhou first, then travel to Yushu via Xining by car. This is a cheap method (cars from Xining to Yushu now costs 6 yuan per km)

玉树地震灾区再靠西100 公里有个叫隆宝镇的地方受灾严重, 目前尚无救援队伍抵达,请大家 转发相关部门知晓。
To 100km west of Yushu, there is a town called Long Bao which is heavily damaged. Apparently no rescue team has arrived there yet. Please notify the relevant authorities.

高原病专家提醒赴玉树救灾人员应携带些防止急性高原病、感冒的药品以及维生素类药物。
Experts remind rescue teams to bring medicines for high-attitude sickness and cold, and also vitamins.

Through microblogging, each and everyone individual in a community can act as a "publisher, sharer and participant" in information exchanges, arousing public attention in a short period of time. It is a great example of how social networking, which can sometimes be time-consuming and meaningless, can actually be used as a force for good - if everybody makes a concerted effort to participate constructively with these new tools.

The Anthropocene Debate: Marking Humanity’s Impact

by Elizabeth Kolbert - Yale Environment 360

Is human activity altering the planet on a scale comparable to major geological events of the past? Scientists are now considering whether to officially designate a new geological epoch to reflect the changes that homo sapiens have wrought: the Anthropocene.

The Holocene — or “wholly recent” epoch — is what geologists call the 11,000 years or so since the end of the last ice age. As epochs go, the Holocene is barely out of diapers; its immediate predecessor, the Pleistocene, lasted more than two million years, while many earlier epochs, like the Eocene, went on for more than 20 million years. Still, the Holocene may be done for. People have become such a driving force on the planet that many geologists argue a new epoch — informally dubbed the Anthropocene — has begun.
 
In a recent paper titled “The New World of the Anthropocene,” which appeared in the journal Environmental Science and Technology, a group of geologists listed more than a half dozen human-driven processes that are likely to leave a lasting mark on the planet — lasting here understood to mean likely to leave traces that will last tens of millions of years. These include: habitat destruction and the introduction of invasive species, which are causing widespread extinctions; ocean acidification, which is changing the chemical makeup of the seas; and urbanization, which is vastly increasing rates of sedimentation and erosion.

Human activity, the group wrote, is altering the planet “on a scale comparable with some of the major events of the ancient past. Some of these changes are now seen as permanent, even on a geological time-scale.”

Prompted by the group’s paper, the Independent of London last month conducted a straw poll of the members of the International Commission on Stratigraphy (ICS), the official keeper of the geological time scale. Half the commission members surveyed said they thought the case for a new epoch was already strong enough to consider a formal designation.

“Human activities, particularly since the onset of the industrial revolution, are clearly having a major impact on the Earth,” Barry Richards of the Geological Survey of Canada told the newspaper. “We are leaving a clear and unique record.”

The term “Anthropocene” was coined a decade ago by Paul Crutzen, one of the three chemists who shared the 1995 Nobel Prize for discovering the effects of ozone-depleting compounds. In a paper published in 2000, Crutzen and Eugene Stoermer, a professor at the University of Michigan, noted that many forms of human activity now dwarf their natural counterparts; for instance, more nitrogen today is fixed synthetically than is fixed by all the world’s plants, on land and in the ocean. Considering this, the pair wrote in the newsletter of the International Geosphere-Biosphere Programme, “it seems to us more than appropriate to emphasize the central role of mankind in geology and ecology by proposing to use the term ‘anthropocene’ for the current geological epoch.” Two years later, Crutzen restated the argument in an article in Nature titled “Geology of Mankind.”

The Anthropocene, Crutzen wrote, “could be said to have started in the latter part of the eighteenth century, when analyses of air trapped in polar ice showed the beginning of growing global concentrations of carbon dioxide and methane.”

Soon, the term began popping up in other scientific publications. “Riverine quality of the Anthropocene,” was the title of a 2002 paper in the journal Aquatic Sciences.

“Soils and sediments in the anthropocene,” read the title of a 2004 editorial in the Journal of Soils and Sediments.

Jan Zalasiewicz, a geologist at the Britain’s University of Leicester, found the spread of the concept intriguing. “I noticed that Paul Crutzen’s term was appearing in the serious literature, in papers in Science and such like, without inverted commas and without a sense of irony,” he recalled in a recent interview. At the time, Zalasiewicz was the head of the stratigraphic commission of the Geological Society of London. At luncheon meeting of the society, he asked his fellow stratigraphers what they thought of the idea.

“We simply discussed it,” he said. “And to my surprise, because these are technical geologists, a majority of us thought that there was something to this term.”

In 2008, Zalasiewicz and 20 other British geologists published an article in GSA Today, the magazine of the Geological Society of America, that asked: “Are we now living in the Anthropocene?” The answer, the group concluded, was probably yes: “Sufficient evidence has emerged of stratigraphically significant change (both elapsed and imminent) for recognition of the Anthropocene... as a new geological epoch to be considered for formalization.” (An epoch, in geological terms, is a relatively short span of time; a period, like the Cretaceous, can last for tens of millions of years, and an era, like the Mesozoic, for hundreds of millions.) The group pointed to changes in sedimentation rates, in ocean chemistry, in the climate, and in the global distribution of plants and animals as phenomena that would all leave lasting traces. Increasing carbon dioxide levels in the atmosphere, the group wrote, are predicted to lead to “global temperatures not encountered since the Tertiary,” the period that ended 2.6 million years ago.

Zalasiewicz now heads of the Anthropocene Working Group of the ICS, which is looking into whether a new epoch should be officially designated, and if so, how. Traditionally, the boundaries between geological time periods have been established on the basis of changes in the fossil record — by, for example, the appearance of one type of commonly preserved organism or the disappearance of another. The process of naming the various periods and their various subsets is often quite contentious; for years, geologists have debated whether the Quaternary — the geological period that includes both the Holocene and its predecessor, the Pleistocene — ought to exist, or if the term ought to be abolished, in which case the Holocene and Pleistocene would become epochs of the Neogene, which began some 23 million years ago. (Just last year, the ICS decided to keep the Quaternary, but to push back its boundary by almost a million years.)

In recent decades, the ICS has been trying to standardize the geological time scale by choosing a rock sequence in a particular place to serve as a marker. Thus, for example, the marker for the Calabrian stage of the Pleistocene can be found at 39.0385°N 17.1348°E, which is in the toe of the boot of Italy.

Since there is no rock record yet of the Anthropocene, its boundary would obviously have to be marked in a different way. The epoch could be said simply to have begun at a certain date, say 1800. Or its onset could be correlated to the first atomic tests, in the 1940s, which left behind a permanent record in the form of radioactive isotopes.

One argument against the idea that a new human-dominated epoch has recently begun is that humans have been changing the planet for a long time already, indeed practically since the start of the Holocene. People have been farming for 8,000 or 9,000 years, and some scientists — most notably William Ruddiman, of the University of Virginia — have proposed that this development already represents an impact on a geological scale. Alternatively, it could be argued that the Anthropocene has not yet arrived because human impacts on the planet are destined to be even greater 50 or a hundred years from now.

“We’re still now debating whether we’ve actually got to the event horizon, because potentially what’s going to happen in the 21st century could be even more significant,” observed Mark Williams, a member of the Anthropocene Working Group who is also a geologist at the University of Leicester.

In general, Williams said, the reaction that the working group had received to its efforts so far has been positive. “Most of the geologists and stratigraphers that we’ve spoken with think it’s a very good idea in that they agree that the degree of change is very significant.”

Zalasiewicz said that even if new epoch is not formally designated, the exercise of considering it was still useful. “Really it’s a piece of science,” he said. “We’re trying to get some handle on the scale of contemporary change in its very largest context.”

18 de maio de 2010

Espírito Santo terá Política Estadual de Mudanças Climáticas

Em evento realizado hoje em Vitória, o Governador Paulo Hartung enviou oficialmente o projeto de lei que cria a Política Estadual de Mudanças Climáticas do Espírito Santo para a Assembléia Legislativa.

O projeto de lei estabelece o compromisso do Estado frente às mudanças climáticas, dispõe sobre as condições necessárias a adaptação aos efeitos adversos da mudança do clima, bem como a contribuição do Estado para redução ou estabilização da concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera.

O texto da política foi elaborado à muitas mãos, por meio do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, que reune representantes da sociedade civil organizada, do poder público e do setor empresaria. Tive a oportunidade de participar deste processo enquanto gestora pública e cidadã, e me sinto feliz por mais essa conquista do Espírito Santo.

Agora temos que ficar de olho na tramitação deste projeto de lei na Assembléia, afinal não podemos permitir que corrida eleitoral atrase a aprovação desta lei que é crucial para o futuro do Espírito Santo.  
 
Participe das audiências públicas que serão realizadas pela Assembléia e dê a sua contribuição!

15 de maio de 2010

Viktor Frankl: Why to believe in others

Viktor Frankl survived the Holocaust without losing  his faith in humankind's potential for greatness. Even after his death, he keeps inspiring us to do the same in this rare clip from 1972.

Frankl delivers a powerful message about how we can help others finding meaning in their lives by thinking higher of them and expecting more out them.


References: TED

13 de maio de 2010

Confident dumb people


Have you ever noticed how incompetent people are often incredibly confident? Meanwhile, highly-skilled folks underestimate their ability to perform. That's called the Dunning-Kruger Effect named for Justin Kruger and David Dunning of Cornell University who published their study of the cognitive bias in a 1999 scientific paper. ABC Radio National's The Science Show recently explored the Dunning-Kruger Effect. According to the scientists, "Overestimation occurs, in part, because people who are unskilled in these domains suffer a dual burden: Not only do these people reach erroneous conclusions and make unfortunate choices, but their incompetence robs them of the metacognitive ability to realize it." ABC Radio National's The Science Show recently explored the Dunning-Kruger Effect: 

Pittsburgh, Pennsylvania, 1995. A local man, McArthur Wheeler, walks into two banks in the middle of the day and robs them both at gunpoint. Making away with the cash, he is arrested later that evening. Back at the station police sit him down and show him footage from the banks' security cameras. Wheeler can't believe it, the cameras had somehow seen through his disguise. He was seen mumbling to himself, 'But I wore the juice.' His was no ordinary disguise; no balaclava, mask or elaborate makeup, just lemon juice, liberally applied to the face. He was certain that the squirt of citrus would render him invisible to security cameras. 

Charles Darwin once said, 'Ignorance more frequently begets confidence than knowledge,' and Dunning and Kruger seem to have proven this point. In light of this, it suddenly becomes clear why public debate can be so excruciating. Debates on climate change, the age of the Earth or intelligent design are perfect real-life examples of the Dunning-Kruger effect. It beautifully explains the utter confidence of those who, with no expertise, remain stubborn in their views regardless of overwhelming evidence. It makes you want to shake them by the collar and scream about how stupid they are. But evidence shows that's not the best strategy.

"The Dunning-Kruger effect" (ABC Radio National)

"The research paper that first documented the Dunning-Kruger effect" (via @mgorbis

12 de maio de 2010

People you really should be following on Twitter

The UK's Guardian listed 50 people and organization worth following on Twitter if you're interested in climate change and environment. Here's the complete list with links for each profile.
  
NGO
1. Oxfam: Updates from campaigners helping communities on the frontline of climate change.
2. Global Action Plan: Lots of interaction and climate campaigning from this UK-based environmental charity.
3. Greenpeace: Climate change news and campaigns, plus big business in the spotlight.
4. WWF_Climate: Climate-specific wildlife news and aggregation.
5. Friends of the Earth: Busy and popular feed with links to climate news reports, campaigns and topical comment.

Politics

1. Ed Miliband: Climate and energy secretary of the former Labour government used Twitter to broadcast from inside Copenhagen climate talks (his Lib Dem and Tory counterparts are not on Twitter).
2. Al Gore: Climate-centric tweets from the most-followed climate activist on Twitter.
3. Caroline Lucas: Not content with being the first green MP in England, Lucas also tweets her movements and chats frequently on her Twitter account.
4. United States Environmental Protection Agency: Links and news from the main Twitter account of the US government department responsible for the environment.
5. Department of Energy and Climate Change: News and a commendably high level of interaction from the UK government department responsible for climate change policy.

News


1. The Ecologist: News, aggregation and more from the Twitter account of the long-running UK magazine.
2. Digg Environment: A good barometer of what's gone viral on the climate blogosphere.
3. James Murray: Climate news and re-tweets for a business audience, from the editor of BusinessGreen.
4. Andy Rekvin: Thoughts and news from the New York Times columnist and environment author.
5. The Climate Desk: Independent journalistic collaboration on the impact of climate change.

Bloggers


1. Climate Progress: Thoughts and re-tweets on climate science and politics.
2. Grist: News and retweets by this US-centric green news and comment blog.
3. TreeHugger: Chat and thoughtful tweets from the grandaddy of the green blogosphere.
4. Julian L. Wong: Useful links for anyone interested in China and climate change.
5. Kate Sheppard: A prolific US blogger at Mother Jones who re-tweets interesting content on energy and climate change.

Campaigners


1. Eric Pooley: Author of The Climate War - tweets regularly about the fight in the US to keep climate change on the political agenda.
2. Bill McKibben: Commentary and an insight into the life of author and the founder of 350.org climate campaign.
3. Polly Higgins: Regular tweets from a campaigner and lawyer pushing for a new "ecocide" law that would declare the mass destruction of ecosystems a crime on a par with genocide.
4. Franny Armstrong: Newsy tweets and links from the founder of the 10:10 climate campaign and the director of The Age of Stupid climate documentary.
5. Kevin Grandia: Campaigner and blogger who puts climate change lobbying under the microscope.

Campaign groups


1. Stop Climate Chaos: Campaign news and aggregation from the largest UK coalition tackling climate change issues.
2. 350.org: The lively account of Bill McKibben's global campaign to get CO2 down to 350 parts per million in the atmosphere.
3. 10:10: UK group campaigning to reduce carbon emissions by 10% in 2010. Lots of carbon-cutting tweets.
4. TckTckTck: Campaigning for a legally binding global climate deal, the Twitter account for this coalition is a good source of links on climate negotiations.
5. Plane Stupid:Opinion and links from the direct action campaign group against airport expansion.
6. One Climate:Retweets aplenty and news on climate change from this social networking site.
7. Climate Camp: Often the first stop for breaking news about direct action on climate change.
8. Energy Action coalition: Tweets from a coalition of youth groups campaigning on clean energy.
9. The Climate Group: Business-minded climate news and aggregation from this alliance of politicians and business leaders.
10. People and Planet: Actions and campaign news from the UK's largest student environment group.

Carbon-cutting


1. The Daily Green: Green consumer tips and news from this long-running US-based site.
2. Energy Saving Trust: Useful impartial energy-saving advice from the UK government.
3. Do the Green Thing: Fun videos and virals spurring action on climate change.
4. Good Guide: Advice on the products with the smallest environmental impact.
5. CTC: Tweets from the campaign group representing one of the lowest-carbon forms of transport: cycling.

Climate scientists


1. Earth Institute: Climate debate and news from Columbia University's climate science department.
2. Katherine Hayhoe: Comment and interesting links from an atmospheric science professor at Texas Tech and author of A Climate for Change.
3. Tyndall Centre for Climate Research: Useful links from one of the world's leading climate research centres. Norwich-based group of climate scientists.
4. Met Office: News on climate change and weather from the UK Met Office.
5. Climate Central: Newsy aggregation of anything climate-related by a non-profit group of climate scientists.

Miscellaneous


1. Arcticsurvey: Arctic humour, climate science updates and multimedia aplenty from the Catlin Arctic survey in the North Pole.
2. UNEPandYou: Surprisingly lively and wide-ranging account featuring climate stories and official UN news.
3. worldresources: Expert Q&As, analysis and useful aggregation on climate change policy, economics and science.
4. Hopenhagen: Tweets aggregating a diverse international spread of climate content, from a campaign group born out of the 2009 Copenhagen climate conference.
5. BraveNewClimate: Thoughts from a climate science professor on nuclear power, energy and climate politics in Australia.

And four voices from the other side of the climate debate ...


1. Climate Change Facts: Tweets from Dr John Everett, climate sceptic and a researcher and manager in fisheries and ocean programmes.
2. James Delingpole: News and chat from polemical UK blogger for the Telegraph, Express and other titles.
3. The Climate Realists: The account of a blog that believes solar variation is the reason the climate is changing. Provides a feast of links to more climate scepticism
4. Senator Jim Inhofe: Tweets from the press office of the Republican senator and vocal climate change sceptic.

10 de maio de 2010

Vote na Comunidade Consciente para o prêmio Top Blog

Se vocês estão acompanhando o nosso blog e aprovam o conteúdo, chegou a hora de  se manifestar!!! Estamos concorrendo ao prêmio Top Blog na categoria Sustentabilidade. Para votar, clique no selo TOP BLOG (lado direito).
 
Agradecemos a preferência e contamos com vocês!!!

Como participar do Movimento Nossa Vitória

No último dia 06 de maio foi lançado o Movimento Nossa Vitória, que tem como objetivo repensar a cidade e propor ações capazes de promover o desenvolvimento justo e sustentável. 

O movimento, a exemplo de outras iniciativas como o Nossa São Paulo e o Nossa São Luis, pretende constituir-se em uma força política, social e econômica capaz de comprometer a sociedade e sucessivos governos com uma agenda e um conjunto de metas, visando oferecer uma melhor qualidade de vida para todos os habitantes da cidade.

Se você se identificou com a proposta e gostaria de participar, basta acessar o grupo do movimento no Facebook ou no Ning para ficar sabendo quando serão as próximas reuniões.

Diga Minha mãe é Linda!

Tudo começou com uma instalação criada por Yoko Ono em 2004. Visitantes eram convidados a escrever um pensamento ou memória sobre suas mães, ou trazer uma fotografia  e afixar ao mural.

 Foto: Yoko Ono: My Mommy Is Beautiful (2004).

"Rapidamente, o mural ficou completamente coberto por memórias e mensagens, que logo cobriram também as paredes", explica Yoko.

Participe da versão online do projeto em: My Mommy is Beautiful / 2010 e diga ao mundo o quanto você ama a sua mãe. Basta usar sua conta de Facebook ou Flickr para incluir uma foto da sua mãe e uma mensagem. 

Foto:Isoko & Yoko Ono, 1936

8 de maio de 2010

O desafio de enxergar o mundo de forma integral

 
Por Nara Bianconi e Carol Romano

O engenheiro naval e doutor em engenharia nuclear, Ari Raynsnford, começou a estudar a obra de Ken Wilber há 20 anos e nunca mais parou. É categórico ao dizer que a sua vida se tornou mais fácil depois do contato com os pensamentos do filósofo americano que já é considerado por alguns "o maior pensador no campo da evolução da consciência". 
 
Ari passou os últimos 10 anos divulgando pelo Brasil o Modelo Integral - sistema proposto por Wilber -, ministrando palestras e cursos, coordenando grupos de estudo, traduzindo livros e artigos, e prestando consultoria a empresas. A seguir e com exclusividade para AsBoasNovas, ele apresenta algumas das suas reflexões sobre o desafio Wilberiano de integrar ciência, filosofia, arte, ética e espiritualidade.
 
AsBoasNovas: De onde parte o pensamento integral de Wilber?

Ari Raynsford: O mote dele diz que todos os grandes pensadores e linhas de pensamento da humanidade estão certos. Quando temos duas ou três opções para resolver um problema costumamos escolher apenas uma e crer nela como algo absolutamente certo enquanto as outras passam a ser encaradas como erradas. E ele disse que não podia aceitar que dois gênios da humanidade estivem certos ou errados. Concluiu que ambos estavam certos, mas parcialmente certos, o princípio da sua teoria da integração. O desafio está em operar numa lógica diferente do sim ou não, em perceber que não precisamos optar entre concordar com Freud ou Jung, por exemplo. A lógica binária comete reducionismos perversos.

ABN: Então o modelo integral se baseia no estudo dos processos, de como as coisas funcionam?

AR: O Sistema Operacional Integral (SOI) de Wilber é, justamente, a análise do processo. Para Wilber, viver é processar o cosmos. Recebemos estímulos externos o tempo todo e esses estímulos são processados por um sistema operacional interno que nem nos damos conta que existe. Acontece que esse nosso sistema, do jeito que está, parece limitado para processar os questionamentos atuais do mundo, que andam mais complexos.

ABN: Essa integração acontece de que forma?

AR: Wilber fala dos quatro quadrantes, a essência de seu mapa. Não existe nada que não tenha interior e exterior e tudo que existe tem um aspecto individual e outro coletivo. Combinando dois a dois, os quatro aspectos acima, -individual, coletivo, interior e exterior-, obtemos os quatro quadrantes de Wilber. Vivenciamos esses quatro quadrantes nesse momento. Se você focar no seu corpo exterior começará a ouvir sua respiração; Se focar no seu interior perceberá o que está pensando e sentindo; O interior coletivo trará aspectos intersubjetivos, como por exemplo, você entende o que estou dizendo porque falamos a mesma língua; Por fim, se focar no exterior coletivo, pode atentar para as referências que te trouxeram até esta entrevista.

ABN: Isso pode ser aplicado na prática de que maneira?

AR: Você não pode ser feliz tratando apenas um quadrante. Você tem que tratar do seu corpo, da sua mente, das suas relações subjetivas e do meio em que vive, achar um equilíbrio entre elas. Quem monta a sua prática é você mesmo de acordo com seus padrões financeiros, suas necessidades, usando o mapa (Mapa Integral ou SOI) como norte. O ideal seria que começasse a fazer uma prática na medida em que vai lendo o modelo, para ir vivenciando-o não só intelectualmente. Independente de você saber a teoria, ela só te dá insights que te levam a prática e na medida em que você vai fazendo isso elas vão se unindo e uma te leva a outra. É um processo sinérgico.

ABN: E como conseguir mudanças positivas com o mapa?

AR: Muitas vezes lemos coisas interessantes mas não mudamos de fato, por isso digo da sinergia entre entender Wilber e praticá-lo. Todos nós nascemos egocêntricos. Conforme a criança vai crescendo ela se preocupa com o outro, mas só com aqueles do seu grupo, e passa para uma fase etnocêntrica. Se continuar nesse processo evolutivo irá para o estado multicêntrico, onde se preocupa com toda a humanidade. Depois disso poderia passar para um nível cosmocêntrico, onde há preocupação com todos os seres sensíveis, com os animais, plantas e a Terra como um todo. Segundo Wilber estamos (a sociedade global) no estado etnocêntrico e sua proposta é justamente incentivar o ser humano a se conhecer e transcender para níveis de consciência mais elevados também em sociedade. Paralelamente ao esforço para transcender os níveis, a intenção é tentar neutralizar nossas patologias e estar sadio em qualquer um desse níveis. Seguindo este raciocínio, o primeiro desafio é estarmos sadios no nível etnocêntrico que nos encontramos.

ABN: De que jeito é possível romper com um estado atual de consciência e transcender para outro mais elevado?

AR: Não existe nenhum processo na natureza sem perda. Quando você está se sentido confortável em uma posição você fica meio estagnado. Quando começa a se sentir desconfortável por alguma razão primeiro você tenta resistir, mas quando ela começa a ficar muito forte então você vai buscar mudar, porque está ruim aqui e você quer que fique melhor. Surge o medo da mudança, do desconhecido... Essa é mais ou menos a dinâmica da evolução. Você poderia passar a vida sem desconfortos, mas notamos que a maioria das pessoas evoluem por conta do desconforto, por mini-crises ou crises fortes. É quando a transcendência de estados se manifesta.

ABN: Como você encara a obra de Ken Wilber?

AR: De uma maneira bem simplista, acredito que Wilber nos deu um mapa para mostrar como o ser humano funciona. E esse mapa pode ser aplicado à tudo, tanto para você viver melhor como para resolver os problemas da humanidade.

ABN: Esse mapa é perecível?

AR: Eu creio que não, por uma razão muito simples: a proposta dele não é criar uma nova teoria mas sim integrar tudo o que já se faz nas diferente áreas onde ele estuda. Eu tenho fé que isso ainda dura muito tempo, porque tudo o que surgiu desde o começo da humanidade até agora está incluindo no modelo integral e tem sua inter-relação com outras coisas. É como se ele montasse um quebra-cabeça, onde cada pecinha tem uma verdade válida e quando essas verdades parciais são encaixadas se tornam uma só, que ainda é uma verdade parcial, mas já mais integrada e abrangente. Assim notamos nossas limitações ao tentar resolver nossos problemas. Como resolvemos problemas ecológicos? As tentativas são capengas porque usar só a perspectiva da ecologia é limitada. Então tem que pensar que uma variável está embutida neste modelo mas existem várias outras variáveis embutidas em outros modelos e a sugestão é integrar todas elas.

Breve biografia de Ken Wilber
 
Filósofo, cientista, pensador e místico, o americano Ken Wilber, do alto dos seus 60 anos prefere se autodefinir como "um contador de histórias que trata de perguntas universais". Ao completar o segundo grau começou a estudar medicina, mas logo desistiu da carreira médica e foi estudar psicologia e filosofia ocidentais e orientais. Concluiu ainda um mestrado em bioquímica e na sequência, passou a dedicar-se as publicações.

Com 23 livros e dezenas de artigos sobre espiritualidade, filosofia e ciência lançados em mais de 30 idiomas, Wilber é atualmente o autor acadêmico mais traduzido nos Estados Unidos. Pela natureza básica e pioneira de seus insights, ele foi chamado de o "Einstein da consciência". Em 1998 fundou o Integral Institute (http://www.integralinstitute.org/
), organização dedicada ao detalhamento, difusão e implantação do "Modelo Integral", por ele desenvolvido ao longo das últimas três décadas e que é aplicável a variadas áreas de atividades como: Psicologia, Política, Ecologia, Medicina, Educação, Direito, Negócios, Arte, Espiritualidade, entre outras.

Alguns títulos do Autor
  • O Espectro da Consciência (Cultrix, 1990)
  • O Olho do Espírito (Cultrix, 2001)
  • Uma Breve História do Universo (Nova Era, 2001)
  • Uma Teoria de Tudo (Cultrix, 2003)
  • Boomerite: Um Romance que Tornará Você Livre (Madras, 2005)
  • A visão integral (Cultrix, 2009)
 

7 de maio de 2010

Veja quem tentou desfigurar o ficha limpa

Parlamentares de quatro partidos tentaram desfigurar o projeto ficha limpa na votação dos destaques da proposta, que proíbe a candidatura de políticos com condenação na Justiça: PMDB, PP, PR e PTB. São dessas quatro legendas os 43 deputados que votaram favoravelmente a duas alterações que praticamente inviabilizavam o ficha limpa.

A lista (veja abaixo) é encabeçada pelo PMDB, com 18 deputados, e pelo PP, com 16. Em seguida, vêm o PR, com seis nomes, e o PTB, com três. 

Dos 12 destaques, nove ficaram para ser analisados na próxima terça-feira (11). Dois dos três derrubados ontem afetavam profundamente a aplicação do projeto, cujo texo-base foi aprovado anteontem (4).

Primeiro, os deputados derrubaram (362 votos a 41) a possibilidade de retirar do projeto o período em que um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder econômico. Na visão de deputados favoráveis ao ficha limpa, como Flávio Dino (PCdoB-MA), essa manobra poderia fazer com que a matéria viesse a ser questionada futuramente em relação à sua constitucionalidade.


Afinal, uma das máximas do direito diz que toda conduta reprovável precisa ter uma pena determinada. Essa alteração foi proposta pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Depois, os parlamentares rejeitaram (377 votos a favor, dois contra e duas abstenções) a retirada da principal característica do projeto: tornar inelegível o candidato condenado por órgão colegiado judicial (tribunal de justiça estadual ou federal). Atualmente, o político só fica impedido de se candidatar quando é condenado em última instância na Justiça, ou seja, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corte constitucional jamais condenou um político. Esse destaque foi proposto pelo líder do PTB, Jovair Arantes (GO), que não participou da votação.


Se passasse a proposta do petebista, pessoas condenadas por lavagem de dinheiro, tráfico de entorpecentes, contra o patrimônio público, privado, ou os eleitorais que sejam puníveis com pena privativa de liberdade, poderiam concorrer livremente.


Câmara dribla destaques que anulavam ficha limpa


Para derrubar os destaques de Eduardo Cunha e Jovair Arantes era necessário obter 257 votos em plenário. Qualquer resultado inferior mudaria o texto.


Veja a relação dos deputados que tentaram inviabilizar a proposta:


1) Tentaram retirar o período pelo qual um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder econômico:

Alagoas 
Joaquim Beltrão  (PMDB)
    
Bahia

José Rocha (PR)      
Marcelo Guimarães Filho (PMDB)     
Maurício Trindade (PR)      
Veloso  (PMDB)     


Ceará 
Aníbal Gomes (PMDB)     
Arnon Bezerra (PTB)      
Zé Gerardo (PMDB)
    
Espírito Santo 

Camilo Cola  (PMDB)
   
Maranhão

Davi Alves Silva Júnior (PR)      
Waldir Maranhão  (PP)
      
Minas Gerais 

João Magalhães  (PMDB)     
Marcos Lima  (PMDB)
   
Mato Grosso

Eliene Lima (PP)
     
Mato Grosso do Sul
 
Antonio Cruz  (PP)
     
Paraná 
 
Chico da Princesa (PR)      
Dilceu Sperafico  (PP)      
Giacobo  (PR)      
Nelson Meurer  (PP)      
Odílio Balbinotti  (PMDB)     
Ricardo Barros  (PP)
     
Pará

Asdrubal Bentes  (PMDB)     
Gerson Peres  (PP)      
Wladimir Costa  (PMDB)
    
Rio de Janeiro

Alexandre Santos (PMDB)     
Dr. Paulo César  (PR)      
Eduardo Cunha  (PMDB) – autor do destaque    
Leonardo Picciani  (PMDB)     
Nelson Bornier  (PMDB)     
Solange Almeida  (PMDB)
     
Rondônia
 
Marinha Raupp (PMDB)
    
Roraima

Neudo Campos  (PP)
      
Rio Grande do Sul

Afonso Hamm  (PP)      
Paulo Roberto Pereira (PTB)      
Vilson Covatti  (PP)  
 

São Paulo  
Aline Corrêa  (PP)      
Beto Mansur  (PP)      
Celso Russomanno  (PP)      
Paulo Maluf  (PP)      
Vadão Gomes  (PP)
     
Tocantins

Lázaro Botelho  (PP)  
    
2) Votaram pela manutenção do segundo destaque da noite, que, na prática, acabava com a proposta do ficha limpa:

Beto Mansur (PP-SP)

Edinho Bez (PMDB-SC)

Abstiveram-se:

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Leonardo Piccianni (PMDB-RJ)

Autor do destaque:
Jovair Arantes (PTB-GO) – não votou