25 de junho de 2009

O maior exemplo de consciência + ação que eu já vi

Este vídeo é muito inspirador. É uma grande história de um grupo de pessoas determinadas a realizar uma tarefa que parecia impossível! Limpar todo o território de um país em UM SÓ DIA! Um lindo exemplo que mostra a força da determinação e da união de pessoas em torno de um objetivo comum.

http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/exibir.php?midia=von&cod=_ecologialimpandoaestonia

Consciência + Colaboração + Tecnologia!

Have fun! And let's do it!!!

8 de junho de 2009

Cooperando com o bem estar das pessoas e do planeta.


Esses post é uma colaboração da nossa correspondente internacional Melissa. Ela está vivendo em New York e nos conta o que de mais consciente esta rolando por lá.

"Desde que cheguei aqui em NYC e pisei no Brooklyn, percebi que minha experiencia nessa cidade nao teria muito a ver com o corre-corre das pessoas apressadas para o trabalho, o transito intenso e os taxistas malucos, ou fast food a vontade.
A confirmacao veio na mesma semana, quando pisei na Park Slope Food Coop. Parecia que um portal para outra dimensao havia sido aberto na minha frente, e que minhas preces de ter uma vida mais saudavel e meu sonho de praticar minha arte na cozinha tinham sido atendidos melhor do que eu jamais poderia imaginar.
Todos me perguntam, depois desses quase 3 meses aqui, se eu ja engordei, quantos quilos, se eu como muito hamburguer com batata frita. Mas meu dia a dia esta muito longe disso. Na segunda semana aqui, ja me inscrevi para receber a orientacao basica na Coop, para tambem ser uma cooperada, e poder fazer meu supermercado a vontade nesse paraiso gastronomico.
Dizem que essa cooperativa comecou com uns amigos que se juntaram para comprar uma caixa de cenouras e repartir, pois assim era mais barato. Desde entao (eram os anos 70), mais interessados foram se juntando a essa ideia: comer bem e de forma saudavel, consumir produtos frescos e direto do fornecedor, gastar pouco e fomentar o espirito de cooperacao entre as pessoas.
Hoje, a Coop (le-se Coh-ohp, como eh carinhosamente chamada por todos) tem mais de 14 mil cooperados ativos, 60 pessoas no staff, dezenas de fornecedores locais, movimentando muita grana no ramo de organicos, ecologicamente corretos, alimentos para pessoas com restricoes alimentares (sem gordura, sem acucar, sem laticinios, sem gluten, e por ai vai), comercio justo, pequenos produtores, produtos biodinamicos, e todos esses termos novos que dizem respeito a Sustentabilidade.
O esquema eh o seguinte: na orientacao, voce recebe instrucoes basicas de como ser cooperado. Voce paga uma taxa de inscricao, faz um investimento inicial, e ja pode ir comprar. So que, so pode comprar quem trabalha na Coop. Isso mesmo, para usufruir de todos esses produtos sensacionais, voce tem que dar 2h45min, a cada 4 semanas, de trabalho. E ha postos de trabalho de todo o tipo: desde caixa ate processador de alimentos, passando por reposicao de prateleiras e redator no jornalzinho. Ou seja, quem te atende eh uma pessoa igualzinha a voce: tem seu emprego proprio, suas atividades, e tambem trabalha na Coop; um funcionario publico eh da conferencia de entrada de pessoas, um advogado eh do recebimento de mercadorias, e eu sou caixa.
Tudo funciona pela forca de trabalho dos cooperados, e a administracao da Coop eh eleita pelos proprios membros, periodicamente. Dessa forma, os produtos podem chegar ao consumidor final sem o peso no preco dos repasses de atravessadores, muitos custos internos com pessoal, nem do lucro da empresa, pois como cooperativa, a organizacao eh sem fins luccrativos.
Alem disso, a Coop oferece varios cursos ligados a qualidade de vida e bem estar, como terapias holisticas, passando por cursos de nutricao e beleza, e ate financas. A conscientizacao e acao socioambientais sao levadas a serio, e inclui as criancas da comunidade de Park Slope.
O interesse pela Coop eh tao grande, que muitas pessoas de outras regioes, como Manhattan e Queens, vem ate o Brooklyn so para comprar na cooperativa, o que ja esta provocando o movimento de abrir uma nova Coop numa regiao mais central de NYC.
Meu novo sonho agora eh que haja esse tipo de negocio na minha cidade, no Brasil, e quem sabe em todo canto do mundo.
Ah, minha saude esta muito bem e nao engordei nada (acho ate que emagreci um pouco."

Fonte: Blog da Melissa

7 de junho de 2009

Gratidão pelos acontecimentos do último mês II

Na sequência do inesquecível Maio de 2009, tive a oportunidade de conhecer um grupo que me abriu horizontes e com quem eu teria a felicidade de encontrar no início de junho mais uma vez, para confirmar minhas previsões de que minha vida começa uma nova fase agora.

O grupo Sol Brasil, entidade que representa a Sol (Society for Organizational Learning) no país e se reúne nas primeiras sextas-feiras de cada mês, com sua simplicidade e generosidade, proporcionaram, em duas manhãs (08 de maio e 05 de junho) uma experiência inesquecível. Na primeira, tive a honra de participar de uma conversa que serviria de alimento para a reunião mundial da Sol a respeito de seu futuro como rede de aprendizado e compartilhamento. Uau! E na segunda.... bem a segunda eu volto a comentar mais tarde... A Sol trabalha a partir de conceitos de pensamento sistêmico introduzidos por Peter Senge em seus livros A Quinta Disciplina, Presença e o mais recente A Revolução Decisiva. Enquanto participava destes encontros, tive a oportunidade de ler Presença que recomendo a todos!

Aí, como se já não bastasse de emoções no mês, entre 14 e 16 de maio participei do Change Lab, um curso sobre inovação em sistemas sociais complexos. A abordagem da Teoria U, também mencionada no livro citado acima, proporciona a vivência dos 3 movimentos propostos pelo U (co-sentir, co-presenciar e co-criar).

Inspirados pelo tema 'Consumo Consciente' e com a parceria do Akatu, o grupo esteve em contato com diversos elementos do sistema relacionado ao consumo e pôde ver o problema de dentro, identificando modelos mentais e estruturas sistêmicas que hoje colaboram para que a nossa sociedade seja tão consumista. Tive a oportunidade de conhecer pessoas e lugares relacionados com o universo do consumo, e trazer a minha participação à tona de uma maneira inexplicável. Criou-se um compromisso tão íntimo daquele evento, que cada vez mais reafirma minha convicção de que só podemos mudar algo que conhecemos profundamente.

Continua.........................

Gratidão pelos acontecimentos do último mês I

Não há como dar continuidade a este blog sem fazer um relato sobre o que aconteceu nos últimos 30 dias, mais especificamente entre 06/05 e 06/06. Um sem número de conexões bárbaras que se formaram fortalecendo cada vez mais a minha convicção de que nada ocorre por acaso.

O mês de maio começou com um grande evento, o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade (06 e 07 de maio), sobre o qual a Gil já comentou há alguns posts, mas que gostaria de retomar, porque lá estive e fiquei especialmente tocada com a presença da Monja Coen, que trouxe a consciência como linha mestra do seu discurso, a partir da afirmação de que tudo que fazemos, pensamos e falamos reverbera no Cosmo. A partir de um simples pedaço de papel, a Monja trouxe toda a interdependência entre os elementos da natureza, lembrando-nos de que o papel é feito de tudo aquilo que é 'não - papel', como árvore, água, energia, trabalho humano, máquinas, entre outras coisas.

Da mesma forma, o 'eu' é feito de tudo aquilo que é 'não-eu'. Daí a importância de termos consciência das nossas relações com o mundo. Nada existe por si só. Tudo existe 'em relação' a.
Finaliza a Monja dizendo: Ao perceber o outro, ao cuidar do outro, eu fico melhor. A minha felicidade depende da felicidade do outro.

O evento continua com a maravilhosa interação de Bernardo Toro, que fala sobre os valores que necessitamos para a construção de uma nova Consciência. Quais são eles?
- Aprender a cuidar;
- Aprender a cultivar relações 'ganha-ganha';
- Respeito;
- Aprender a conversar;
- Ampliar nossa hospitalidade;
- Cultivar a 'comensalidade', ou o hábito de nos sentarmos à mesa uns com os outros, compartilhando do alimento.

Finalmente, a inesquecível apresentação de Danah Zohar, física e filósofa do MIT que escreveu um livro chamado - Reconectando o Cérebro Corporativo. Ela traz 12 princípios da inteligência espiritual (vale a pena citar cada um deles):

1 - Uso positivo da adversidade - ou seja, pararmos de reclamar e vermos os problemas como oportunidades de Ação;
2 - Auto-conhecimento - temos que saber o que nos motiva, o que nos faz levantar pela manhã, pelo que eu vivo, pelo que eu morro, quem sou eu?
3 - Humildade - Somos a espécie mais arrogante do planeta, nos achamos demais, tiramos do planeta, tiramos dos pobres, tiramos dos animais, e na verdade, não somos melhores que ninguém.
4 - Compaixão - sentir com - sentir sua dor como minha dor, eu sou o meu irmão, eu sou o pobre, tudo é parte de um mesmo todo - algo já citado pela Monja e pelo Bernardo.
5 - Eliminar a exacerbação do eu - pensarmos mais em nós, trocar o eu por nós.
6 - Espontaneidade - viver agora, o momento presente.
7 - Noção do todo - Não estamos separados, somos um só. Se eu sinto negatividade, espalho negatividade. Não somos ilhas.
8 - Perguntar 'Por que'? Sermos subversivos - fazer as perguntas fundamentais. Por que eu tenho que fazer assim? Investigar e instigar.
9 - Mudar o paradigma - ver os outros pontos de vista, exercitar a percepção diferente. A mentalidade dos negócios enxerga apenas o seu ponto de vista, e seu resultado imediato. Precisa de uma visão mais holística para se reinventar.
10 - Habilidade de nadar contra a maré - não ter medo de ficar impopular, não se preocupar com os inimigos.
11 - Celebração da diversidade - perceber a beleza da diferença, se você é diferente de mim pode me ensinar, me desafiar.
12 - Senso de vocação - buscar seu chamado, seu propósito, a resposta para a pergunta: Por que vim ao mundo?

Quando escrevemos o Manifesto do Ser Consciente, creio que acertamos muito na frase 'O ser consciente compreende a consciência como a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente' - em todas as palestras deste evento, parece que a idéia central, o cerne de que estamos tratando quando falamos de sustentabilidade, diz respeito a esta capacidade.

De onde concluo que, só ampliando a nossa consciência, podemos realmente pensar em agir de maneira diferente, conduzindo a nossa civilização a um novo patamar de existência.

Continua......................

27 de maio de 2009

O Ser Consciente age de acordo com o que acredita

Muito interessante este artigo do Maurício Andrés Ribeiro postado no blog Nosso Futuro Comum sobre como as crenças influem no comportamento.

As ações refletem as crenças e quanto maior o nível de consciência, mais insuportável se torna agir de forma incoerente a esta consciência.


Ecologizar a crença - I

Maurício Andrés Ribeiro (*)

Acreditar em algo e não o viver é desonesto
Mahatma Gandhi

Crenças existem e têm eficácia ao influir em comportamentos. Acreditemos ou não na crença a ou b , gostemos ou não, elas estão aí. Já que são um dado da realidade e que algumas tem efeitos ecológicos positivos e outras tem efeitos destrutivos, cabe fazer com que se ecologizem.Crenças funcionam para legitimar e justificar atitudes e comportamentos. “Eu acredito nisso, portanto, me comporto assim ou assado”. Agir em desacordo com a própria crença provoca desconforto, conflitos pessoais, sentimentos de culpa, dor na consciência.

Aqueles que acreditam, mas que não têm comportamentos coerentes com sua fé ou crença, sofrem de autocomplacência, perda de auto-estima e de amor próprio, por não serem fortes o suficiente para alinhar sua prática com aquilo em que acreditam. “A lacuna que separa o ideal da prática atinge a todos nós em maior ou menor extensão e deixa bem clara a diferença entre satisfação e frustração.

A felicidade pessoal está relacionada com a coerência entre o que acredito ser verdade e minhas ações.1A hipocrisia desconecta aquilo que se pensa e fala daquilo que se faz. “A teoria na prática é outra”; “faça o que eu digo e não o que eu faço” são frases populares que expressam esse tipo de atitude.Crer, acreditar, move energias e motiva para o esforço, a obra e o projeto coletivo, um mito ou sonho que se transforma em realidade: “ A fé remove montanhas”.

No seu livro A biologia da crença, Bruce Lipton explica como as células do corpo são influenciadas pelo pensamento e mostra o mecanismo pelo qual elas recebem e processam as informações. A biologia da crença estuda a relação entre a vida, o ambiente, o pensamento, as percepções e os vários níveis de consciência.

O impacto das ações de quem acredita em algo pode ser diferente dos impactos das ações de quem não acredita no que faz. Crer influi na consciência e nas ações; não crer também influi no pensamento e nas ações decorrentes. Assim, acreditar na reencarnação pode ajudar a conservar o meio ambiente, pois, no autointeresse, ele deve ter boa qualidade para ser habitado nesta e em outras vidas. Acreditar na eficácia da homeopatia ou da acupuntura ajuda a usar tratamentos alternativos e pode torná-los mais eficazes. Acreditar nas mudanças climáticas e crer que o ser humano tenha responsabilidade nelas ajuda a induzir atitudes ecologicamente responsáveis. Acreditar que comer carne é ruim para o ambiente ajuda a forjar hábitos alimentares vegetarianos. O fato de se acreditar em tais coisas e de tentar agir coerentemente com tais crenças traz resultados ecologicamente amigáveis.

Há quem prefira não acreditar nas mudanças climáticas e na responsabilidade humana sobre elas. Assim, não se sentem compromissados a mudar hábitos e estilo de vida; não se sentem culpados por um problema ecológico que tem conseqüências danosas ou negativas. O cético desobriga-se, perante sua própria consciência, de autolimitar suas atitudes predatórias; evita assim qualquer drama de consciência. O ceticismo pode significar um apego ao conforto, uma forma de comodismo e de não desejar abrir mão de hábitos.

As crenças constituem freios ecológicos que colocam limites ao comportamento humano. Pescadores deixam de sair à pesca quando um passaro específico canta ou quando uma mulher grávida entra no barco. Acreditam que isso não lhes trará boa sorte. Pessoas cuidam melhor do ambiente quando crêem na reencarnação, por um senso de auto interesse ampliado que se estende às próximas gerações e reencarnações. Trata-se da solidariedade não apenas com as próximas gerações, mas para com as próximas reencarnações.

(*) Autor de Ecologizar e de Tesouros da ÍndiaWWW.ecologizar.com.br mandrib@uol.com.br

19 de maio de 2009

Eco Reality Shows - Ampliando a consciência dos indivíduos

Finalmente a mídia descobriu um jeito mais simples, criativo e interessante de tratar a questão da consciência individual para a sustentabilidade. No último mês, quase que simultaneamente, foram lançados dois 'Eco' Reality Shows. O Ecoprático, na TV Cultura e o Mudança Geral, um quadro do Fantástico, na TV Globo.

O Ecoprático segue uma tendência mais moderninha, são dois apresentadores descolados, que a cada semana visitam casas e apês com famílias de todos os tamanhos e estilos de vida, dando dicas de mudanças de hábitos a partir de 10 'ecocritérios', como energia, água, resíduos, bem-estar, consumo, entre outros. O programa é exibido aos domingos, a partir das 19h com reprise todas as quartas-feiras.

Já o Mudança Geral acompanha por várias semanas a vida de uma única família, os Meneghini, que são o exemplo típico da família de classe média, com hábitos bem comuns e pouquíssima informação sobre seu impacto para o planeta e para a sociedade. A diferença está na presença de consultores renomados no campo da sustentabilidade, que visitam a família trazendo orientações bem detalhadas, porém com a linguagem bastante acessível. Além disso, seguindo o formato 'global' de reality show, o telespectador também pode participar, escolhendo o desafio de cada semana para a família Meneghini.

Agora que o tema caiu na boca do povo, só nos resta torcer para que a audiência supere as expectativas e que as emissoras de TV comecem a descobrir a 'educação que vende'.

Quem sabe não está aí, na convivência do lucro com o conteúdo educativo, a resposta que precisamos para nos livrar desta avalanche de asneiras que invade a programação oferecida para as massas no Brasil, tão carentes de educação qualificada?

18 de maio de 2009

Calcule o impacto do seu estilo de vida no planeta


O Site do WWF disponibiliza uma ferramenta muito legal que permite ao internauta calcular o impacto do seu estilo de vida no planeta, a sua "Pegada Ambiental"

"A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.

Eu fz o teste e não pude ficar mais preocupada ao descobrir que se todo mundo no Terra vivesse como eu precisaríamos de 3 planetas. Depois desse resultado, eu comecei a avaliar as minhas práticas cotidianas, para identificar onde posso reduzir a minha pegada.