Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens

2 de fevereiro de 2011

Ser cidadão: entre a consciência e o comodismo

Ultimamente estou intrigada com o significado do meu papel como cidadã. Há alguns dias, estive em um fórum de cidadania promovido pelo Santander e lá conversamos com Jorge Maranhão (A Voz do Cidadão) sobre o que é ser cidadão.

Antes de entender o que é, ficou mais fácil entender o que não é.

Cidadão não é aquele que pratica a filantropia, a doação, o trabalho voluntário. Isso é solidariedade e é muito importante, mas não é cidadania.

Cidadão também não é aquele que pratica ações com ética, devolve o troco e declara seu imposto corretamente. Isso é honestidade, também é essencial, mas não é cidadania.

Tampouco é votar corretamente ou respeitar a faixa de pedestres. Isso é exercer direitos e deveres. Mas ser cidadão não se resume a isso.

Ser cidadão, segundo Maranhão, é exercer controle social sobre as instituições públicas. É utilizar o serviço público e exigir a qualidade deste serviço. É participar das decisões, posicionando-se sobre elas e pressionando para garantir que as promessas sejam cumpridas. Ou seja, não basta votar no candidato que se acredita e achar que já fez a sua parte. Há que se cobrar do poder público que aja de acordo com o que se propôs. Não basta respeitar o farol vermelho. Há que se comunicar as autoridades quando encontrar um farol com defeito.

A partir desta ampliação de olhar, pergunto: como podemos exercer plenamente a cidadania? Será que, quando trocamos a escola, o hospital e o transporte públicos pela opção privada, mais cara porém mais fácil e de melhor qualidade, estamos sendo responsáveis como cidadãos? Só porque podemos pagar deveríamos abrir mão de nossos direitos? E pior, deixar o serviço público nas mãos de quem carece de conhecimento para exigir um serviço melhor?

Penso que não. Acredito que assim estamos nos omitindo, negando nossos direitos. Facilitamos nossa vida hoje, mas contribuimos para a crescente deterioração do serviço público no longo prazo. Por isso resolvi colocar minha filha na Escola Pública. Quero usar o serviço e cobrar sua qualidade. Quero participar da vida real da minha comunidade. Não quero dar as costas a meus direitos e deveres de cidadã.

Confesso que não está sendo fácil. Desde agosto do ano passado, tento sem sucesso uma vaga na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) mais próxima da minha casa. Ora o prefeito muda a regra, ora recebo oferta de uma vaga em outra escola mais longe e mais precária. Várias vezes pensei em desistir, voltar atrás, esquecer de vez essa história, ir à escola particular mais próxima e garantir que minha filha comece amanhã a estudar. Fico no dilema entre minha consciência e meu comodismo.

Alguns me dizem: sua filha precisa da escola, pare com essa teimosia e faça o que é melhor pra ela. Pois é exatamente isso que me dá mais força para prosseguir tentando. O imenso amor que sinto por ela. Se desejo um futuro diferente para minha filha, se tenho esperança de que ela usufrua de um serviço público melhor amanhã, tenho que dar meu melhor exemplo. Tenho que ser uma verdadeira cidadã, hoje.

20 de janeiro de 2011

O Ser Consciente aplica a "Multa Moral"


Genial! O blog Árvore da Vila propõe que o cidadão atue como fiscal da cidadania na cidade. Pra isso, criou a "multa moral", um talonário bem humorado que cada cidadão pode baixar em pdf, imprimir e "aplicar" sempre que flagrar uma infração como estacionar sobre a faixa de pedestres, pôr o lixo pra fora do horário, "varrer" a calçada com água corrente, abandonar o cocô do cachorro, etc...
Ótima ferramenta pra quem se incomoda com as atitudes alheias, mas não sabe como abordar o infrator... a dica é: use o senso de humor!
Claro que a primeira lição da multa moral é a reflexão pessoal: afinal, o fiscal tem que ser o primeiro a dar o exemplo, né?

17 de março de 2010

O ser consciente compartilha suas ideias e atitudes

Enquanto as "autoridades" não decidem sobre o que fazer com os sacos plásticos, tem cidadão consciente colocando muitas ideias boas em prática!

É o caso do Richard, que criou a ideia e ainda compartilha conosco em um bem humorado vídeo do Youtube.

Confiram!!!

16 de março de 2010

CQC apela para a consciência do cidadão

O CQC lançou ontem um novo quadro chamado "Cidadão em Ação".

Em vez de pegar no pé dos políticos e autoridades omissas, os irreverentes repórteres do programa semanal da Band agora criticam a atitude (ou a falta dela) dos cidadãos comuns, que reclamam dos governantes mas que também não assumem a responsabilidade pelas coisas erradas que acontecem ao seu redor.

A primeira edição do quadro mostrou um ator que representava o papel de motorista de perua escolar. Visivelmente bêbado, o ator sai do bar em direção à perua para transportar crianças (também atores) e... ninguém faz nada!!!

Danilo Gentile, repórter do programa, alterna as imagens da cena com a orientação correta de qual é a responsabilidade do cidadão que vê esta cena sem fazer nada e qual atitude seria recomendada nesta situação. Neste caso, por exemplo, o funcionário do estacionamento que entrega as chaves para uma pessoa visivelmente bêbada, é co-responsável pelo ato e pode pegar de 6 meses a 1 ano de reclusão.

A ação correta é confiscar as chaves e ligar para a polícia, que enviará uma viatura ao local para tratar do assunto com o motorista.

Ótima iniciativa, muito esclarecedora e um chamado para a consciência de cada um de nós!

Parabéns CQC!!!

5 de outubro de 2009

Filmes que despertam a consciência II

Continuação da lista de filmes sobre sustentabilidade

A História das Coisas (The Story of Stuff )
Direção: Annie Leonard (2007)
Disponível no site http://www.storyofstuff.com e também no YouTube com legendas em português, o documentário de linguagem simples e direta mostra o ciclo de vida dos produtos que consumimos, desde de sua matéria-prima até o descarte final.


O Homem que Virou Suco
Direção: João Batista de Andrade (1981)
Um poeta recém-chegado do Nordeste a São Paulo é confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão. Em meio a perseguição que o personagem sofre injustamente, o filme aborda a relação do homem simples diante de uma sociedade opressora e diferente de sua terra natal, que acaba aos pouco com as suas raízes do homem comum.

Hotel Ruanda (Hotel Rwanda)
Direção: Terry George (2004)
Baseado em um personagem do livro “Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias”, de Philip Gourevitch, Hotel Ruanda mostra a luta pela sobrevivência em meio a intolerância gerada pelo conflito étnico de gerações que assola a região africana. Paul Rusesabagina era gerente de um sofisticado hotel na capital de Ruanda, em 1994, e tentou proteger mais de 1200 adultos e crianças do genocídio no local.

O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener)
Direção: Fernando Meirelles (2005)
Justin Quayle, diplomata por profissão e jardineiro por hobby, tem sua rotina alterada quando sua esposa é brutalmente assassinada. Com o intuito de descobrir o que aconteceu à mulher, acaba sabendo que o crime foi uma queima de arquivo comandada pela indústria farmacêutica que usa africanos como cobaias para testes.

Ladrões de bicicletas (Ladri di biciclette)
Direção: Vittorio De Sica (1948)
Em meio às ruínas da II Guerra Mundial, o neo-realismo no cinema italiano surge com situações do dia a dia, personagens comuns e filmagens nas ruas. Em “Ladrões de bicicletas”, Ricci é um desempregado, cuja bicicleta é roubada no primeiro dia de trabalho. Sem ela, sabe que perderá o emprego e a partir daí, o roubo surge como opção para um homem honesto.

Metropolis
Direção: Fritz Lang (1927)
O clássico de Fritz Lang, um dos ícones do expressionismo no cinema, se passa no século 21, numa grande cidade governada por um poderoso empresário. Os seus “amigos” constituem a classe privilegiada, enquanto os trabalhadores são escravizados pelas máquinas, condenados a viver e trabalhar no subsolo. Nesse contexto, a jovem Maria se destaca, incentivando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos.
Momento Inesquecível (Local Hero)
Direção: Bill Forsyth (1983)
O filme retrata o conflito entre uma empresa texana de petróleo e pescadores na Escócia, cujas terras da comunidade simples são requisitadas para a implantação de uma refinaria.

Natureza Morta (Still Life)
Direção: Jia Zhang Ke (2006)
Tendo como pano de fundo a polêmica construção da barragem das Três Gargantas, Natureza Morta exibe duas histórias de amor e ruptura. A cidade de Fengjie já está submersa, mas o seu novo bairro ainda não foi terminado quando Han Saming, um mineiro, viaja para lá buscando encontrar a ex-mulher que não vê há 16 anos. Enquanto isso, Shen Hong, uma enfermeira, está à procura do marido que não vê há dois.

Norma Rae
Direção: Martin Ritt (1979)
A luta de uma operária por melhores condições trabalhistas numa empresa do setor têxtil, em uma pequena cidade americana, é o pano de fundo para o drama baseado em história real.

Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking)
Direção: Jason Reitman (2006)
Um lobbista da indústria de cigarros tem seu jogo de cintura colocado a prova em uma luta para “proteger” o direito de fumar. Ao mesmo tempo, deseja ser um bom exemplo para o filho. O filme trata de forma irônica a disputa entre governo e a indústria do fumo americana.

O que você faria?
Direção: João Jardim (2006)
No mesmo dia de uma reunião do G-8, executivos disputam uma vaga numa empresa em Madri (Espanha). Mesmo com as ruas da capital espanhola ocupadas por violentas manifestações contra a cúpula, os candidatos participam da seleção, que inclui uma estranha prova, cujo objetivo é descobrir qual o agente da empresa infiltrado entre os participantes.

Peões
Direção: Eduardo Coutinho (2004)
Em 1979 e 1980, na região metalúrgica do ABC (Grande São Paulo), trabalhadores anônimos se envolveram no movimento grevista ao lado de pessoas que se tornaram líderes, como Luís Inácio Lula da Silva. O documentário de Coutinho dá voz a essas pessoas que não seguiram a carreira política, mas tiveram suas vidas marcadas pelos movimentos grevistas da época.

Pro dia nascer feliz
Direção: João Jardim (2006)
Situações de preconceito, violência e esperança fazem parte do cotidiano dos adolescentes brasileiros nas escolas. O documentário “Pro dia nascer feliz” se passa em três estados brasileiros e mostra a situação de jovens de diversas classes sociais e seus professores, auxiliando no debate sobre como melhorar a educação, que representa hoje uma das áreas mais debilitadas no Brasil.

Quanto vale ou é por quilo?
Direção: Sergio Bianchi (2005)
Três histórias se entrelaçam para contar a exploração da miséria e a aparente solidariedade prestada: no século XVII, um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida. Nos dias atuais, uma ONG implanta o projeto Informática na periferia e uma das personagens descobre que os computadores foram superfaturados. Em outro lugar, um jovem desempregado torna-se matador de aluguel para sustentar a esposa grávida.

Rei do Milho (King corn)
Direção: Aaron Woolf (2007)
Dois amigos se mudam para a cidade para aprender mais abre a comida que consomem. Com um pouco de ajuda eles conseguem plantar muito milho, mas quando procuram nas embalagens dos supermecados, não encontram nenhuma informação sobre seu produto. O filme aborda questões preocupantes sobre como consumimos e cultivamos os alimentos.
O Retrato de uma Coragem (Silkwood)
Direção: Mike Nichols (1983)
Karen Silkwood (Meryl Streep), funcionária de uma fábrica de componentes nucleares em uma pequena cidade do interior dos EUA luta pela saúde e por melhores condições de trabalho para os funcionários do local. Porém, acaba descobrindo mais do que os poderosos gostariam que ela soubesse, pondo em risco sua própria vida. Baseado em fatos reais.

Sangue Negro (There Will Be Blood)
Direção: Paul Thomas Anderson (2007)
Um mineiro de prata derrotado divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde há muito petróleo. Decide partir para o local com seu filho e se arriscar na busca pelo sangue negro, que lhes traz riqueza e muitos conflitos.

A Síndrome da China (The China Syndrome)
Direção: James Bridges (1978)
Ficção que mostra o acidente de uma usina nuclear. Teve grande repercussão por ter sido lançado doze dias antes do acidente ocorrido na usina nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos.

Super Size Me
Direção: Morgan Spurlock (2004)
Estudos recentes comprovaram que a cada três americanos, dois estão acima do peso ou são obesos. Super Size Me tenta mostrar que a ingestão de fast food pode ajudar no crescimento desses números e acabar com a saúde da população.

Syriana â€" A Indústria do Petróleo (Syriana)
Direção: Stephen Gaghan (2005)
Robert Baer investiga terroristas no mundo todo e, à medida que a ação deles passa a ser cada vez mais forte, o personagem observa a CIA dando lugar à politicagem. Porém, esses problemas começam a entrar na esfera pessoal quando um executivo do ramo petrolífero e sua mulher são envolvidos nessas tramas.

Tempos Modernos (Modern Times)
Direção: Charlie Chaplin (1936)
Um trabalhador de uma fábrica tem um colapso nervoso por trabalhar de forma quase escrava. É levado para o hospício, e quando retorna para a “vida normal”, encontra a fábrica já fechada. Em busca de outro destino acaba se envolvendo numa greve e é preso, entre outras confusões do gênero.

Terra Fria (North Country)
Direção: Niki Caro (2005)
No início dos anos 70, Josie Aimes foge do marido e volta para sua terra natal, onde começa a trabalhar em uma mina de ferro. Ela e suas colegas são molestadas pelos homens que trabalham no local, mas os proprietários não fazem nada a respeito. Josie decide então mover uma ação legal contra eles. Inspirado em fatos reais.

Todas as crianças invisíveis (All the Invisible Children)
Direção Mehdi Charef / Emir Kusturica / Spike Lee / Kátia Lund / Jordan Scott / Ridley Scott / Stefano Veneruso (2005)
Reunião de sete curtas-metragens protagonizados por crianças de países diferentes e dirigidos por importantes cineastas, entre eles, a brasileira Kátia Lund.

A Última Hora (The 11th Hour)
Direção: Nadia Conners, Leila Conners Petersen (2007)
Descreve o último momento em que ainda é possível alterar o rumo das mudanças climáticas e os impactos consequentes sobre ecossistemas e o modo de vida das pessoas.

Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth)
Direção: Davis Guggenheim (2006)
O documentário mostra palestras e bastidores do ex vice-presidente americano Al Gore denunciando os perigos do aquecimento global.

Verônica
Direção: Maurício Farias (2008)
Verônica é professora da rede municipal na iminência de se aposentar, exausta e sem a paciência. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar um aluno de oito anos. A professora decide levá-lo em casa e ao chegar no alto do morro descobre que traficantes mataram os pais do menino e querem matá-lo também. Verônica foge com o garoto e depois é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver.

Viva Zapatero
Direção: Sabina Guzzanti (2005)
A italiana Sabina Guzzanti escreveu para a emissora estatal RAI um programa de humor intitulado "RaiOT", e no primeiro dia o programa foi cancelado, considerado vulgar pela emissora no tratamento com o governo. Nesse documentário, Guzzanti questiona os motivos do cancelamento e retrata as discussões sobre censura na Itália.

Wall Street - Poder e cobiça
Direção: Oliver Stone (1987)
Bud Fox (Charlie Sheen) é um jovem e ambicioso corretor que trabalha no mercado de ações. Após várias tentativas consegue falar com Gordon Gekko (Michael Douglas), um inescrupuloso bilionário. Gekko o adota como discípulo e logo Bud trabalha secretamente para Gekko, abandonando qualquer escrúpulo e ética com o intuito de enriquecer.

007- Quantum of Solace (Quantum of Solace / Bond 22)
Direção: Marc Forster (2008
O filme dá continuidade à série de James Bond em “007 Cassino Royale”. Em uma missão que o leva à Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que há uma conspiração para obter controle total de um dos mais importantes recursos naturais do mundo por meio da manipulação de poderosos contatos na CIA e no governo britânico.

21 de setembro de 2009

Dia mundial sem carro


A cada dia que passa, fico mais impressionada com a questão do uso do carro nas grandes cidades, em especial São Paulo. Parece que as pessoas ainda não perceberam o quanto este veículo é prejudicial ao nosso bem-estar.

Curioso e surpreendente foi o 'Desafio Intermodal' ocorrido na semana passada, que comparou a performance de diversos meios de transporte indo da Berrini até o centro. Quem mora em São Paulo pode imaginar o transtorno que é realizar este percurso de carro. E na competição, isso fica mais claro ainda. Pra se ter uma ideia, o vencedor foi um ciclista (ganhou do carro, da moto e até do helicóptero). E pasmem: quem foi a pé chegou só 10min depois de quem foi de carro.
Fica claro que, pelo menos nas grandes metrópoles, o carro deveria ser usado com muita moderação.

Quer participar das manifestações do dia mundial sem carro? Acesse o site do Nossa São Paulo e veja a programação completa.

Abraços,

Andy

14 de agosto de 2009

O Ser Consciente luta pelo bem estar social


Ontem assisti a um filme muito interessante. Noise (Passando dos limites) conta a história de David Owen, um americano que mora em Nova York e começa a se incomodar muito com o barulho das sirenes, aviões, caminhões de lixo e principalmente, alarmes de carro.


A sua indignação se torna tão grande que ele resolve tomar uma atitude: toda vez que encontra um carro com o alarme disparado, ele o arromba e corta a ligação do alarme, acabando com o barulho. O mais interessante do filme é a reflexão que ele desperta sobre a inatividade dos outros habitantes da cidade, que preferem se acostumar com o barulho do que fazer algo para combater este problema. É uma crítica ao comportamento anestesiado e alienado dos cidadãos modernos, que não se importam e não fazem nada. E o pior: condenam quem tenta fazer algo.
A vida moderna inverteu muitos valores, especialmente no que diz respeito à convivência em sociedade. Parece que todos acham 'normal' viver cidades barulhentas, poluídas, com pessoas dormindo nas ruas e morrendo de frio, e crianças pedindo dinheiro no farol.
David Owen é, sem dúvida, um ser consciente que traz um exemplo de cidadania e protagonismo que merece ser seguido.

11 de abril de 2009

Brasil Ponto a Ponto

O que precisa mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?

Com esta pergunta, o PNUD está levantando as opiniões de brasileiros como eu e você, para que o próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional seja um documento que realmente represente o desejo dos cidadãos deste país.

Todos os brasileiros podem participar registrando a sua opinião, em texto ou vídeo, no site. A campanha é uma iniciativa do PNUD, que conta com a parceria e apoio de várias instituições (veja a lista de parceiros na página principal do site).

A campanha Brasil Ponto a Ponto ficará aberta para participação da população até 15 de abril de 2009. Em maio, o PNUD lançará um documento com os resultados desse processo de consulta pública.

Esta iniciativa brasileira, pioneira no mundo, pode ser um exemplo a ser seguido por todos os outros países que publicam seus relatórios. Até agora já conta com cerca de 300.000 depoimentos, o próximo pode ser o seu! Participe!

25 de março de 2009

Parei de criticar e comecei a agir

Quando foi a última vez que você viu algo que te incomodou? Pode ser qualquer coisa, um buraco na sua rua, alguém jogando lixo na praça, lavando a calçada com a mangueira, gritando com uma criança, um vizinho barulhento, enfim... Lembrou de alguma história parecida? Posso apostar que isso não faz muito tempo, acertei? Pois é, estamos cansados de ver isso todos os dias. Agora vem a segunda pergunta, e essa dói: O que você fez a respeito?

Andei investigando o assunto, e descobri que a resposta para esta pergunta, na maioria das vezes é NADA. Aí descobri um estudo revelador: a maioria das pessoas em especial os brasileiros, sofre de um tipo de ‘mal’ chamado de ‘ignorância pluralística’. Ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: ‘se o outro não faz, por que eu vou fazer?’ – para saber mais sobre este estudo, acesse reportagem da Época, vale a pena.

Pois bem, pensando sobre isso, cheguei à conclusão que, mesmo incomodada com muitas coisas, também sofria deste mal. Conto nos dedos as situações em que reivindiquei meus direitos ou me manifestei a respeito de algo que não gostava.

Daí, na virada do ano, ao invés das promessas de praxe, como emagrecer ou começar a academia, resolvi fazer um pacto comigo mesma: Não deixo nada passar em branco. Se algo me incomoda, tomo uma atitude. Não espero nada. Vou lá e faço alguma coisa. Só nesses primeiros 3 meses de 2009, já reclamei com a subprefeitura do meu bairro, já implantei coleta de óleo no meu prédio, já fiz uma denúncia anônima, já escrevi um artigo na coluna de ‘direitos do cidadão’ de um jornal, enfim... Fiz muito mais neste ano do que em todos os anteriores. Meu lema agora é: O que você já fez HOJE para mudar a realidade que tanto critica?

Hoje? Escrevi neste blog... é mais uma parte do pacto. Compartilhar histórias e criar um espaço para que você também possa compartilhar as suas. Seja bem-vindo e fique à vontade!

Um beijo,
Andy