Mostrando postagens com marcador comunidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunidade. Mostrar todas as postagens

14 de fevereiro de 2011

A consciência venceu o comodismo

Escrevo hoje para compartilhar a alegria de ter conseguido uma vaga para minha filha em uma instituição de educação infantil próxima à minha casa. Conveniada com a prefeitura, o CEI (Centro de Educação Infantil) recebe a verba, os materiais, a alimentação e os produtos de higiene da prefeitura, mas toda a gestão e coordenação pedagógica são realizadas por uma ONG.

Fiquei muito feliz com o profissionalismo, o cuidado e a segurança que a coordenadora pedagógica me transmitiu. Pude ler o projeto político pedagógico da escola e o que mais me chamou a atenção foi ver a palavra PRAZER destacada em letras maiúsculas, em meio ao texto que detalha a concepção de criança, de mundo e de aprendizagem na visão da instituição.

Observei que, no projeto, consta um diagnóstico da região, da comunidade local, dos bens públicos que apoiar no processo educativo das crianças (biblioteca, parques, brinquedoteca) e também uma descrição detalhada dos projetos periódicos que a escola promove com os alunos e a comunidade escolar.

O projeto também destaca os desafios da comunidade, como por exemplo o alto índice de imigrantes bolivianos e peruanos que moram na nossa região, vivem em condições bem precárias e pouco falam nosso idioma, por isso quase não participam das decisões da escola.

Além da alegria de ver minha filha super entrosada com todos e desenvolvendo sua autonomia (ela voltou contando que hoje fez tudo sozinha - almoçou, foi ao banheiro, organizou a mochila), fiquei orgulhosa de ver de perto um serviço funcionando de forma primorosa em nosso país. É muito bom que minha filha possa ser testemunha de que sim, é possível obter educação pública de qualidade. Só assim, no futuro, ela poderá lutar para que isso se amplie cada vez mais.

31 de dezembro de 2009

2010: O Ano em que faremos contato


Alguém se lembra deste filme? Foi uma sequencia do grande clássico 2001: Uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick. Criado em 1984, o filme traz uma nova chance para confrontar os enigmas surgidos na desafiante e perigosa missão Júpiter no ano de 2001. Os membros da tripulação a bordo da Leonov estão no curso para encontrar com a Discovery, ainda em órbita. O que eles não sabem é que também estão à beira de descobrir as respostas para os mais profundos mistérios da humanidade. O ano é 2010. Tempo para descobrir que não estamos sozinhos.
A ideia de ilustrar a minha mensagem para 2010 com este filme, além da óbvia coincidência do título do filme com o ano que se inicia, é provocar a reflexão. Apesar de não estarmos em guerra fria, como no tempo em que o filme foi criado, estamos lutando com um inimigo que pode ser mais cruel do que a Rússia ou os EUA. Nós mesmos.
Estamos vivendo uma crise de identidade, própria da nossa adolescência no planeta. Vivemos aqui há poucos anos e desrespeitamos os mais velhos, as espécies que aqui vivem há muito mais tempo do que nós. Tratamos de viver o momento, abusar da comida, da bebida, das drogas e de tudo que conseguirmos consumir. Somos inconsequentes, irresponsáveis, inconvenientes. Não sabemos nos comportar. Somos os típicos 'aborrecentes' do planeta.
Mas e aí? O que o filme tem a ver com isso mesmo? Simples. Para mim, a palavra "contato". Que em 2010 seja realmente o ano em que faremos contato. Contato não com extraterrestres,
mas com nós mesmos e com nossos sentimentos mais elevados, para que possamos contruir juntos uma grande comunidade global mais solidária e inclusiva. E mais consciente.
Feliz 2010 para todos e obrigada por este ano de grandes aprendizados, experiências e amizade.
Andy.