15 de setembro de 2009

PIB não é mais suficiente para medir bem-estar

Por Giampiero Martinotti, do La Repubblica

As cifras, os percentuais, os sinais mais e menos não bastam para medir o nosso bem-estar, o enriquecimento ou o empobrecimento dos nossos países. Medir o Produto Interno Bruto é indispensável, mas não é mais suficiente para fornecer um quadro exaustivo do estado de saúde de uma economia. Não se trata de criar um novo maxi-indicador, mas de levar em consideração toda uma série de parâmetros, particularmente os relativos às famílias e às várias categorias sócio-profissionais: só desse modo, os governos poderão afinar suas políticas econômicas.

São essas as conclusões a que a comissão presidida por Joseph Stiglitz, com colaboração de Amartya Sen e Jean-Paul Fitoussi, chegou. Vinte e cinco economistas de primeiríssimo plano (dentre os quais o presidente do Istat [Instituto Nacional de Estatística italiano], Enrico Giovannini), chamados por Nicolas Sarkozy para refletir sobre como oferecer um quadro mais preciso da realidade econômica, sobre o melhor modo para preencher, pelo menos em parte, o fosso que separa os dados macroeconômicos da percepção que os cidadãos têm, sobre meios necessários para integrar os dados sociais e ambientais. Um trabalho que não se refere só à França e que se une às reflexões semelhantes promovidas pela Comissão Europeia.

O documento final será apresentado hoje, antes no Palácio do Eliseu e depois na Sorbonne, na França. Mas o jornal Le Figaro publicou alguns amplos trechos do documento, e a própria comissão publicou em seu site alguns documentos de trabalho. As 291 páginas do relatório, dividido em três partes, apresentam uma análise aprofundada dos problemas ligados à medida da riqueza e formulam uma dezena de recomendações.

A primeira parte é dedicada ao PIB, considerado insuficiente para fornecer um quadro exaustivo da riqueza de um país: reúne em uma cifra a progressão ou a regressão da riqueza produzida, mas não leva em consideração disparidades individuais e sociais. Segundo o relatório, “para avaliar o bem-estar material, é preciso analisar as rendas e o consumo, mais do que a produção”.

Para isso, os Estados devem observar a situação econômica do ponto de vista das famílias, levando em conta suas diversas condições. As médias nacionais, enfim, não bastam mais: o aumento dos preços, por exemplo, pode pesar muito mais do que algumas categorias (geralmente, as menos importantes). E medir as rendas não é suficiente. Também será preciso levar em consideração o patrimônio: quem não economiza protege o bem-estar atual, mas compromete o futuro. Enfim, será preciso avaliar os trabalhos sem valor comercial, como os trabalhos domésticos, e mais em geral a repartição das atividades entre trabalho e tempo livre: a Itália, como todos os demais países europeus, tem taxas mais altas do que os EUA no que se refere ao trabalho doméstico e ao tempo livre.

A segunda parte convida a examinar a qualidade de vida, o contexto social, ambiental e de segurança dos cidadãos. Os trabalhos de alguns economistas franceses já mostraram como as coisas podem mudar: se olharmos só ao PIB per capita, a Itália era, em 2004, no 18º lugar, enquanto que, se levarmos em conta outros elementos ligados à qualidade de vida, ao bem-estar e ao trabalho doméstico, sobe para o 11º.

É preciso, em suma, integrar muitos outros fatores: da taxa de mortalidade, à evolução física das populações (altura, peso etc.) aos serviços sociais. Este último é um ponto importante: os serviços públicos, como os de saúde, educação e segurança, devem ser calculados para avaliar corretamente a riqueza das famílias.

Ainda mais complexo foi o trabalho dedicado ao desenvolvimento sustentável. Se há mais ou menos consenso sobre a definição dada há mais de 20 anos pelo relatório Brundtland (”o desenvolvimento sustentável é um desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades”), é mais difícil localizar um indicador eficaz.

A comissão sugere que sejam criados índices capazes de “calcular as variações dos estoques”. Seria preciso, enfim, medir o capital humano e físico, sabendo que um desenvolvimento sustentável é o que o faz aumentar, preservando assim as gerações futuras.


* Publicada no jornal La Repubblica, 12-09-2009. Tradução de Moisés Sbardelotto.

3 de setembro de 2009

Especial Roberto : quer saber como inserir sustentabilidade no seu dia a dia?


Já está no ar o espaço Especial Roberto no site de sustentabilidade do Banco Real. Lá você pode se divertir com situações do dia-a-dia da vida do Roberto, personagem principal dos cursos online oferecidos pelo Banco. Veja aqui

2 de setembro de 2009

Videos que estimulam nossa consciência I


Por acaso, acabei me deparando com o video da música "Do the evolution" do Pearl Jam, que eu não via há muito tempo. A música é de 1998, do disco Yeld. "Do The Evolution narra a paradoxal aventura humana de progresso histórico-tecnológico que, no fim das contas, confunde-se com uma aprofundamento cada vez maior da desumanidade dos próprios seres humanos. Uma evolução em caminho contrário, já que os valores econômicos acabariam valendo mais do que as necessidades dos próprios homens (Antes Quixote)". Definitivamente, uma música que estimula nossa consciência.

Seguem as letras:

Do The Evolution




Woo...Eu estou a frente
I'm ahead, I'm a man Eu sou o homem
I'm the first mammal to wear pants, yeah Eu sou o primeiro mamífero a usar calças
I'm at peace with my lust Eu estou em paz com minha luxúria
I can kill 'cause in God I trust, yeah Eu posso matar pois em Deus eu confio, yeah
It's evolution, baby É a evolução, baby


I'm at peace, I'm the manEu sou uma besta
Buying stocks on the day of the crash Eu sou o homem
On the loose, I'm a truck Comprando ações no dia da quebra, yeah
All the rolling hills, I'll flatten 'em out, yeah No frouxo, eu sou um caminhão
It's herd behavior, uh huh Todas as colinas rolantes, eu irei aplanar todas elas, yeah
It's evolution, baby É comportamento de rebanho, uh huh

É a evolução baby


Admire me, admire my homeMe admire, admire meu lar
Admire my son, he's my clone Admire meu filho, ele é meu clone
Yeah, yeah, yeah, yeah Yeah yeah, yeah yeah
This land is mine, this land is free Esta terra é minha, esta terra é livre
I'll do what I want but irresponsibly Eu faço o que eu quiser, irresponsavelmente
It's evolution, baby É a evolução, baby


I'm a thief, I'm a liarEu sou um ladrão
There's my church, I sing in the choir Eu sou um mentiroso
(hallelujah, hallelujah) Esta é minha igreja, eu canto no coro

Aleluia, Aleluia


Admire me, admire my homeMe admire, admire meu lar
Admire my son, admire my clothes Admire minha música, aqui estão minhas roupas
'Cause we know, appetite for a nightly feast Porque nós conhecemos
Those ignorant Indians got nothin' on me Apetite por banquete noturno
Nothin', why? Esses índios ignorantes não tem nada comigo
Because... it's evolution, baby! Nada, por que?

Porque é a evolução, baby!


I am ahead, I am advancedEu estou a frente,
I am the first mammal to make plans, yeah Eu sou avançado,
I crawled the earth, but now I'm higher Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos, yeah
2010, watch it go to fire Eu rastejei pela terra, mas agora eu estou alto
It's evolution, baby 2010, assista isso ir para o fogo
It's evolution, baby É a evolução, baby!
Do the evolution É a evolução, baby!
Come on, come on, come on Faça a evolução

Venha

Venha, venha

E o videoclipe
legendado.

Se tiver alguma sugestão de filme ou música, deixe o seu comentário.

1 de setembro de 2009

Da escravidão à consciência ambiental

Por Eduardo Sabino*

O mundo da imagem está soterrado de ações “para inglês ver”. Lembremos das origens da expressão. A Inglaterra pressionava o Brasil para a abolição da escravatura - o interesse dela era formar, com base nos negros recém-libertos, uma massa de consumidores para os seus produtos -, e a Corte Portuguesa tomou várias medidas para mostrar aos ingleses que o Brasil iniciara um processo de emancipação dos escravos. Uma delas: Lei do Sexagenário, em 1885. Os escravos que chegassem aos 60 anos estariam livres. Marketing social fajuto, raramente algum escravo alcançava seis décadas, em regime de trabalho forçado, entremeado por confrontos com feitores e chibatadas.

Numa terra onde os senhores do engenho sustentavam o Império, permitir o fim da escravidão seria ferir a base econômica do País e decretar, finalmente, a República. A proximidade de datas não foi uma coincidência: em 1888, a abolição da escravatura, 1889, a república proclamada. Todos os negros, desde então, tornaram-se livres para se refugiar em favelas, libertos para vender a própria força de trabalho em troca de ninharias. Às vésperas dessa “revolução”, os pequenos atos do governo apontaram, ironicamente, para uma direção contrária à mudança. Esta é a lição das “atitudes” para inglês ver: aparentar preocupação com os grandes problemas da sociedade é contribuir, de fato, com a manutenção das coisas como elas são.

Na contemporaneidade, a liberdade dos atuais cativos está inteiramente ligada à sua capacidade de entender os jogos comunicativos do mundo globalizado, ou seja, migrar da informação para a técnica, talvez até para o conhecimento, buscando-os em fontes confiáveis.

Vivemos em uma rede que se proclamou Sociedade do Conhecimento, mas que não consegue distinguir as ações efetivas dos truques circenses. Há informação demais, certamente, em diversas mídias, mas como ter certeza da transparência e neutralidade de nossas fontes? Até que ponto as supostas soluções para os grandes problemas de nossa civilização, e que ganham força ao serem comunicadas, não são medidas para inglês ver?

Entre as atitudes das organizações e das pessoas, temos aquelas que as tornam responsáveis para com o mundo à sua volta. Para se tornar socialmente responsável, muitos têm se concentrado no tratamento do lixo, o que não deixa de ser uma ação real pelo meio ambiente. No entanto, remamos contra um fluxo cada vez mais forte: a destruição do meio ambiente, a confecção de produtos, o acúmulo de sucata. Não são simplesmente as ações do cidadão de fechar a torneira e jogar o lixo na lixeira - como querem que pensemos - os remédios mais eficazes para a produção acelerada. Pensar assim seria atribuir apenas à caridade a missão de acabar com os problemas sociais. Eles devem ser resolvidos pela raiz, não por meio de atitudes de efeito curativo. Num mundo à beira de colapsos naturais, já está em tempo de pensar no sistema econômico que nos permite viver em sociedade, em suas mazelas e perigos.

Tratar o lixo, plantar uma árvore, usar papel reciclado, buscar combustíveis renováveis é sensato, mas pouco ainda perto do consumo que projeta a produção de mercadorias para uma escala infinita - cultura do logro e do desperdício.

Numa tarde de caminhada no Parque Ecológico de certa cidade, deparei-me com uma placa afixada pela Empresa X: “Você viu a árvore que tinha aqui? Um incendiário viu primeiro”. Num outro dia, andando pelas ruínas de um distrito, deu-me vontade de cravar na terra uma placa: “Você viu o ecossistema que tinha aqui? A Empresa X viu primeiro.”

A sociedade global, agrupamento humano onde se enquadram todos nós, precisa se libertar das ações para inglês, americano, igrejas e organizações ambientais verem (mesmo que isso envolva a luta contra os senhores de engenho de hoje). A salvação do nosso mundo - em suas dimensões materiais, biológicas e culturais - requer intervenções profundas na realidade.

* Eduardo Sabino é escritor e redator. Lança, em outubro, pela editora Novo Século, o livro de contos “Idéias Noturnas sobre a Grandeza dos Dias”. É editor e colaborador da revista eletrônica Caos e Letras .

31 de agosto de 2009

O ponto crítico da civilização

Por Lester Brown*

Tem aumentado a preocupação com os pontos críticos da natureza. Cientistas já questionam, por exemplo, a capacidade de recuperação das espécies em risco de extinção. Biólogos marinhos, por sua vez, estão preocupados com o fato de que a pesca excessiva dará início ao colapso dessa indústria.

Sabemos que existiram pontos críticos em civilizações antigas, pontos em que a população foi dominada pelas forças naturais que as ameaçavam. Por exemplo, em algum ponto, o acúmulo de sal relacionado à irrigação do solo esgotou a capacidade agrária dos Sumérios. Com os Maias, os efeitos danosos do desmatamento associados à perda da fertilidade do solo tornaram-se irreversíveis.

Porém, os pontos críticos que levam ao declínio e ao colapso de uma sociedade nem sempre são facilmente previstos. De forma geral, os países desenvolvidos podem lidar com novas ameaças de forma mais efetiva do que os países em desenvolvimento. Por exemplo, enquanto os governos de países industriais têm sido capazes de manter os índices de infecção do HIV entre adultos abaixo de 1%, muitos governos de países em desenvolvimento têm falhado nesse controle e agora estão lutando com altos índices de infecção. Isto é mais evidente em alguns países sul-africanos, onde 20% ou mais adultos estão infectados.

Uma situação semelhante existe com o crescimento populacional. Enquanto a taxa se mantém estável em quase todos os países industrializados, exceto os Estados Unidos, observa-se o contrário em quase todos os países da África, Oriente Médio e do subcontinente indiano - onde a taxa populacional é crescente. Esses 80 milhões de pessoas a mais no mundo por ano nascem, exatamente, em países onde os sistemas naturais já estão se deteriorando, em face da excessiva pressão populacional. Nestes países, o risco de falência do Estado também está crescendo.

No entanto, alguns assuntos parecem superar até mesmo as habilidades de governança das nações mais avançadas. Quando alguns poucos países detectaram a redução nos níveis de água dos lençóis subterrâneos, era lógico esperar que seus governos rapidamente elevassem a eficiência racional do recurso e estabilizassem o crescimento da população, para estabilizar os aqüíferos. Infelizmente, nenhum país - desenvolvido ou em desenvolvimento - o fez. Dois Estados em falência, onde o resultado da extração excessiva da água soma-se à falta de uma política de segurança hídrica, são o Paquistão e o Iêmen.

Embora a necessidade de cortar as emissões de carbono seja evidente já há algum tempo, nenhum país conseguiu se tornar uma nação “carbono-neutra”. Até mesmo as sociedades tecnologicamente mais avançadas enfrentam muita dificuldade política para isso. Poderiam, assim, os crescentes níveis de dióxido de carbono na atmosfera, provarem-se tão incontroláveis para a nossa civilização quanto os níveis de sal no solo foram para os Sumérios no ano 4.000 A.C.?

Outro ponto de pressão sobre os governos é a redução da oferta de combustível fóssil. Embora a extração mundial de petróleo tenha excedido, em 20 anos, a descobertas de novas reservas, somente a Suécia e a Islândia possuem algo que remotamente assemelhe-se a um plano para lidar efetivamente com uma retração da oferta.

Este não é um inventário exaustivo de problemas não resolvidos, mas apresenta uma noção da quantidade deles. Analiticamente, o desafio é avaliar os efeitos de pressionar cada vez mais o sistema natural global. O resultado desse estresse ficou evidente na atual questão da segurança alimentar, o ponto fraco de muitas civilizações antigas que entraram em colapso.

Além da dificuldade de adaptação ao crescimento constante da demanda por alimentos, várias tendências convergentes estão tornando as coisas ainda mais difíceis para agricultores ao redor do mundo. Os pontos críticos delas são a queda dos níveis dos lençóis freáticos, o uso indevido de terras cultiváveis e ocorrências climáticas extremas, incluindo ondas de calor, secas e enchentes. Como os problemas não resolvidos se acumularam, os governos mais fracos estão começando a sucumbir.

Para agravar a situação, os Estados Unidos, maiores produtores mundiais de trigo, aumentaram dramaticamente sua participação na safra de grãos utilizando o etanol como combustível - saltando de 15%, em 2005, para mais de 25% em 2008. Esse esforço mal orientado para reduzir a dependência do petróleo ajudou a conduzir os preços mundiais de grãos a elevações constantes até meados de 2008, criando uma insegurança alimentar mundial sem precedentes.

Os riscos desses problemas acumulados (e suas conseqüências) dominarão cada vez mais os governos, levando à falência generalizada do Estado e, finalmente, ao fim da civilização. Os países que estão no topo da lista de Estados em falência não são particularmente uma surpresa. Incluem, por exemplo, Iraque, Sudão, Somália, Chade, Afeganistão, República Democrática do Congo e o Haiti. E a lista cresce cada vez mais a cada ano, levantando questões perturbadoras: quantos Estados em falência serão submetidos a isso antes do fim completo da civilização? Ninguém sabe a resposta, mas é uma pergunta que precisamos fazer.

Estamos numa corrida entre os pontos críticos da natureza e nossos sistemas políticos. Podemos desativar poderosas usinas de carvão antes que o derretimento da calota de gelo da Groelândia se torne irreversível? Podemos reunir vontade política pelo fim do desmatamento na Amazônia antes que as crescentes queimadas cheguem a um ponto sem retorno? Podemos ajudar os países a estabilizarem a população antes que se tornem Estados em falência?

Temos tecnologias para restaurar os sistemas naturais de suporte da Terra, para erradicar a pobreza, para estabilizar a população, para reestruturar a economia energética mundial e o clima. O desafio agora é construir vontade política para fazê-lo. Salvar a civilização não é um esporte para espectadores. Cada um de nós possui um papel de liderança a representar.

Adaptado do Capítulo 1, “Entering a New World”, Lester R. Brown, Plano B 3.0: Mobilizing to Save Civilization (Nova Iorque: W.W. Norton & Company, 2008), disponível para download gratuito e para compra no site do Earth Police Institute.


* Lester R. Brown é considerado um dos mais influentes pensadores mundiais. Formado em ciências agrícolas, dedica-se à pesquisa e ao debate dos grandes temas ambientais e econômicos desde os anos 70, quando fundou o World Watch Institute. É também fundador do Earth Policy Institute.

21 de agosto de 2009

Convocação para Comunidade Consciente

Fico muito feliz em ver e apoiar manifestações como esta. As pessoas estão se mobilizando cada vez mais em prol de causas que acreditam e que as afetam diretamente.

Esta descarada troca de favores que estamos vendo no Senado precisa ter um fim. Afinal, todo mundo já percebeu que, claramente, o apoio do PT ao Senador José Sarney tem ligação direta com o apoio do PMDB à volta da CPMF. Só não vê quem não quer! Por isso, apóio incondicionalmente a iniciativa do grupo de pessoas que criou o site Fora Sarney e a convocação para as diversas manifestações que acontecerão no país amanhã.

Abaixo segue a convocação encaminhada pela Alexandra Witzke, ser consciente:


Cansei de ver na televisão o que acontece em nosso país, e, de forma egoista deixar que minhas atividades pessoais sejam mais importante do que a falta de ética que invade nossa Nação.

Se você não puder ir, por favor, pelo menos divulgem.
Eu estarei lá!!!


Agora, só a população nas ruas pode tirar Sarney da presidência do Senado.

Pois é, mesmo confrontada com a vontade da maioria esmagadora da sociedade, a Comissão de Ética (???) do Senado não se envergonhou de servir mais uma pizza e arquivou todas as denúncias contra José Sarney.

Mais uma vez prevaleceu o jogo de compadres e o jogo de interesses dos senadores.

Agora, só a mobilização popular presente nas praças, avenidas e parques do país, combinada com as nossas ações na Web, poderá mudar o destino do nosso país.
Em defesa da ética! Contra a roubalheira! Fim da impunidade!
Vamos nos encontrar nesse Sábado no Masp, em São Paulo .

Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: protesto
Onde: Av. Paulista – MASP

Para mais informações acesse o site:
http://www.forasarney.com.br


Compareça aos protestos da sua cidade!
Ajude na organização e divulgação!
Chame os amigos.

Porto Alegre
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
Onde: Arco da Redenção

São Paulo
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: protesto e agitos
Onde: MASP.

Rio de Janeiro
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
CONCENTRAÇÃO: na saída do metrô Estação Flamengo.
Onde: Flamengo

Belo Horizonte
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
Onde: Praça Sete

Curitiba
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
Onde: Boca Maldita (Rua XV de Novembro)

Florianópolis
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
Onde: Trapiche da Beira-Mar

Manaus
Data: sábado, 22/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
Onde: Praça São Sebastião – Marco de grandes lutas do povo Amazonense.

Salvador
Data: sábado, 29/08
Horário: 14h
Ação: manifestação pública
CONCENTRAÇÃO: em frente ao colégio ISBA.
Onde: Ondina

14 de agosto de 2009

O Ser Consciente luta pelo bem estar social


Ontem assisti a um filme muito interessante. Noise (Passando dos limites) conta a história de David Owen, um americano que mora em Nova York e começa a se incomodar muito com o barulho das sirenes, aviões, caminhões de lixo e principalmente, alarmes de carro.


A sua indignação se torna tão grande que ele resolve tomar uma atitude: toda vez que encontra um carro com o alarme disparado, ele o arromba e corta a ligação do alarme, acabando com o barulho. O mais interessante do filme é a reflexão que ele desperta sobre a inatividade dos outros habitantes da cidade, que preferem se acostumar com o barulho do que fazer algo para combater este problema. É uma crítica ao comportamento anestesiado e alienado dos cidadãos modernos, que não se importam e não fazem nada. E o pior: condenam quem tenta fazer algo.
A vida moderna inverteu muitos valores, especialmente no que diz respeito à convivência em sociedade. Parece que todos acham 'normal' viver cidades barulhentas, poluídas, com pessoas dormindo nas ruas e morrendo de frio, e crianças pedindo dinheiro no farol.
David Owen é, sem dúvida, um ser consciente que traz um exemplo de cidadania e protagonismo que merece ser seguido.