Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

16 de maio de 2016

Preste atenção a essas ideias: você ainda vai usar no seu dia a dia!

Nos últimos dias, participei de dois eventos e conheci soluções que me abriram os olhos para um mundo novo. Separei algumas ideias para mostrar a vocês, que são simplesmente geniais por sua simplicidade ou engenhosidade. Todas elas já estão em protótipo ou funcionando em escala menor, mas fique ligado, pois elas ainda farão parte do seu dia a dia.
  • Troco fácil: Você sabia que hoje existem mais de 7 bilhões de reais fora de circulação pelo “efeito cofrinho”? São bilhões de moedinhas guardadas em potinhos, gavetas, caixinhas e cofrinhos que representam 40% do total de moedas em nosso sistema financeiro. Por causa desse hábito, supermercados, pedágios e feirantes tem constante falta de troco. O troco fácil é uma solução simples, barata e portátil de mudar esse comportamento. Pode ser usado por bancos, lojas e varejo e outras empresas que desejam estimular o consumidor a colocar suas moedinhas em circulação. Mais informações, enviem e-mail para contato@andydesantis.com.br que terei prazer em explicar como funciona!



  • Copo de mandioca: Para reduzir o uso de isopor e outros materiais poluentes, não biodegradáveis, a CBPAK (www.cbpak.com.br) utiliza a fécula de mandioca como matéria-prima para produzir copos bandejas descartáveis.

  • Adeus, descarga! Outra solução biodegradável que pode gerar uma economia anual de R$ 650,00 na sua conta de água é o Piipee (www.piipee.com.br), um dispositivo que promete reinventar o vaso sanitário. Junto com o dispositivo, você compra um refil de solução química biodegradável para acionar após urinar. Apenas 1ml de produto remove o odor da urina, altera a coloração, higieniza e libera perfume agradável no banheiro, sem a necessidade de gastar uma gota de água.
fonte da imagem: meumundosustentavel.com
  • Sua casa vai causar: Quer economizar com energia, água, resíduos na sua casa? Quer reduzir os impactos negativos da sua casa no meio ambiente? O projeto CasaCausa (www.casacausa.com.br) promete colocar em contato pessoas que queiram trazer mais sustentabilidade para seu lar com profissionais que tenham soluções para transformar sua casa em um habitat mais equilibrado com a natureza e o planeta.

O mundo está mudando, já existem ótimas ideias e podemos fazer parte do problema ou da solução. A escolha é nossa!

5 de agosto de 2015

Colabor Ativa Mente

Escassez x Abundância. Palavras que rondam minha mente e inadvertidamente conflitam em meu universo de contradições. De um lado: estoques, reservas, futuro, imprevistos, planejar, acumular, racionar, fracionar. De outro: fluxo, circulação, sincronicidade, presente, dádiva, colaborar, compartilhar, multiplicar, desapegar.
Eduardo Giannetti me alerta sobre o custo que pagaremos no futuro por antecipar os desejos do presente. O IPCC e o WorldWatch Institute me jogam na cara os danos que causamos ao planeta após séculos de abusos sem limites e Fabio Gandour engrossa o caldo da escassez dizendo que com o aumento da população e do consumo, “vai faltar átomos”. O que me remete à ideia de estocar, preservar, proteger, prever e cuidar.

Como profissional da área da educação financeira conectada à sustentabilidade, tenho constantemente orientado as pessoas a sempre preservar seus recursos de hoje pensando no amanhã, construir uma reserva para imprevistos, poupar, evitar desperdícios e de certa forma, acumular patrimônio para garantir uma aposentadoria saudável e próspera. Eu estava bem resolvida e confortável com estas ideias e conceitos, até que Denize Guedes me aparece dizendo que esta é uma lógica perversa, que reforça o paradigma vigente da escassez. Oi? Explico!

Segundo o paradigma da escassez, acreditamos que não tem para todo mundo, por isso temos medo que falte, assim, criamos estoques, retirando os bens de circulação. Com isso, aumentamos o custo da transação e a consequência é que excluímos quem não pode pagar.  Ou seja, a profecia se autorrealiza: não tem para todo mundo.

Joseph Jaworski e Zygmunt Bauman me dizem que tentar controlar um mundo líquido, não fixo com fixidez é uma ilusão. Lala Deheinzelin me fala sobre a infinita possibilidade de combinações criativas em um mundo de recursos tangíveis finitos. Augusto de Franco, Charles Eisenstein, Oswaldo Oliveira e Camila Haddad me falam do poder e da abundância da rede distribuída e da atitude colaborativa para gerar valor que, uma vez doado, trocado, emprestado e compartilhado, irá circular e retornará a quem estiver aberto e de prontidão. Este é o paradigma da abundância, que opera segundo a seguinte lógica.

Acreditamos que tem para todo mundo, por isso temos esperança que sempre tenha, assim, criamos e colaboramos uns com os outros, multiplicando as possibilidades, colocando bens e serviços em circulação e aumentando o fluxo. Com isso, reduzimos o custo da transação e a consequência é que incluímos quem não pode pagar. Ou seja, a profecia também se autorrealiza: tem para todo mundo.

Como faces da mesma moeda, estas palavras remetem a sentidos diferentes de economia, mas principalmente de posturas diante da vida. Uma baseada na prevenção, nos riscos, na dúvida, no controle, no indivíduo, na falta, na quantidade, no valor tangível. Outra fundada na riqueza da imprevisibilidade, na conexão, no presente, nas infinitas possibilidades, na confiança, no coletivo, na qualidade e no valor intangível.

Qual delas escolher? Que caminho seguir? Devo me proteger dos riscos do futuro imprevisível, planejar cada passo, calcular cada movimento, preservar o conhecido, controlar cada moeda, gota d’água ou segundo, poupar para amanhã? Ou devo confiar na providência, me entregar ao invisível, empreender as oportunidades, crer para depois ver, investir no agora?

Angustiada com esta dicotomia, busquei referências na natureza. Como será que os seres vivos que vieram antes de nós operam? Colaboram ou competem? Reservam para o futuro ou se entregam ao fluxo? Claro que nesta busca biomimética encontrei exemplos dos dois paradigmas, embora Ricardo Mastroti tenha me garantido que, na natureza 0,001% é competição enquanto 99,999% é colaboração!!! Humm, uma boa pista não? Será que estamos caminhando para um futuro mais alinhado ao que nossos irmãos mais evoluídos já vivenciam há muito tempo?

        Mas há também na natureza, exemplos clássicos de preservação de energia, recursos e alimentos para vivenciar os períodos mais críticos, onde os recursos naturais se escasseiam e o ambiente se torna mais inóspito. Quem não conhece a famosa história da formiga e da cigarra, na qual a primeira acumula folhas para sobreviver ao inverno enquanto a segunda, entregue totalmente ao fluxo, passa o inverno cantando até morrer? Ou o exemplo dos ursos que hibernam durante alguns meses poupando energia vital até que o alimento volte a ser abundante?

Enfim, sempre me pareceu uma visão extremista tentar escolher entre um caminho ou outro. Sou uma profunda entusiasta do e, por isso ontem fez muito sentido ter a chance de conversar um pouco com Oswaldo Oliveira que definiu em uma palavra muito peculiar esta tentativa de superar este sentimento de separação que vivemos e pelo qual procuramos definir ou justificar nossas práticas. Ele disse: “É preciso saber INTEGRAR a sobrevivência com a evolução”.

Minha leitura desta sábia frase na prática é que devemos urgentemente refletir para que possamos encontrar este caminho do meio, esta medida ótima entre prudência, cuidado e cautela que nos permite sobreviver ao dia a dia, talvez mantendo um certo estoque de recursos externos a nós para que possamos sentir um pouco mais de segurança ao caminhar rumo ao desenvolvimento e à evolução. Esta caminhada nos exige uma entrega ousada, confiante e corajosa de recursos internos ao fluxo de abundância, para oferecer ao mundo o melhor de cada um de nós. Que o medo de morrer, errar, perder, fracassar não nos governe. Que a crença cega de que tudo será fácil e abundante sempre também não nos governe. Que sejamos capazes de viver o presente e participar da criação de suas infinitas possibilidades, sem perder de vista a finitude dos recursos e a possibilidade de enfrentar invernos rigorosos à nossa frente.

Isso para mim é sabedoria. A busca desta integração que nos motiva a continuar seguindo no propósito de discutir caminhos para construir uma relação saudável e digna com os recursos que nos nutrem e sustentam para que possamos encontrar e vivenciar a melhor versão de nós mesmos.

* Gratidão a todas as pessoas citadas neste texto que é fruto de um diálogo interno com cada uma delas, a partir de interações pessoais ou lidas, interpretadas por meus filtros  e vieses pessoais. Peço perdão se alguma das ideias aqui descritas não representa seus pensamentos, é apenas a minha imperfeita releitura. Convido a colaborar e continuar esta reflexão junto comigo.

18 de fevereiro de 2012

Sustentabilidade na empresa

Há tempos não surgia algo na internet que me inspirasse a escrever a respeito. Recentemente, tive a boa surpresa de conhecer o site criado por Gabi Werner para compartilhar conosco as experiências bem sucedidas dos profissionais de sustentabilidade.

A primeira entrevista é com Claudia Martins, da Interfaceflor, conhecida empresa de carpetes que trouxe a sustentabilidade na prática a partir da visão de Ray Anderson, líder inspirador que criou a missão zero, uma meta audaciosa para eliminar o resíduo do processo de produção de seus carpetes.

Chama atenção a economia que a empresa obteve com sua obsessão positiva por resíduo zero, a consistência do trabalho (que já tem 15 anos) e o engajamento dos colaboradores nesta missão. Ficam ainda algumas dicas para quem deseja implantar projetos de sustentabilidade nas empresas.

Bom conteúdo e inspiração para a prática! Vale a pena conhecer o site Sustentabilidade na Empresa.

26 de março de 2010

Torcida pela sustentabilidade


Os torcedores dos outros times que me perdoem, mas... o meu querido Timão, depois de inovar sendo o primeiro time de futebol a publicar um relatório de sustentabilidade, acaba de lançar uma boa ideia, que, se virar moda, pode replantar toda a mata Atlântica. Afinal, somos o país do futebol!

A ideia é a seguinte: A partir de agora, a cada jogo do Corinthians e a cada gol marcado pelo time valerão 100 árvores plantadas. A iniciativa é do projeto de educação socioambiental Jogando pelo Meio Ambiente, do Banco Cruzeiro do Sul, em parceria com o Timão.

A preocupação em divulgar a ideia foi tal que até o mais distraído torcedor vai se dar conta do projeto. Um bandeirão de 30m x 20m será descerrado na torcida, bandanas serão distribuídas, cartazes serão dispostos ao redor do campo, um grito de torcida com uma mensagem de proteção ao meio ambiente será incentivado. Até mensagens de conscientização serão transmitidas pelo alto-falante do Pacaembu, neste próximo domingo, na partida entre Corinthians e São Paulo, a partir das 16h.

As ações de plantio de árvores tem parceria com o governo do Estado de São Paulo. Saiba mais sobre o projeto no site.

14 de março de 2010

Cuba’s green revolution — achieving sustainability

Helen Yaffe
Cuba's successful models of sustainable development — in areas of food, housing and health — are now being widely replicated throughout Latin America.

Cuba marked the 50th anniversary of its revolution in 2009. The Cuban people have withstood five decades of hostility from the United States and its international allies.

However, Cuba's best form of resistance has been not just the assertion of national sovereignty, but the creation of an alternative model of development that places ecology and humanity at its core.

Applying the yardsticks of conventional economics to assess Cuban society (for example focusing on disposable income, gross domestic product or levels of consumption) commentators often conclude that the revolution has failed to pull the Cuban people out of poverty.

But such criticism omits the facts that: the Cuban state guarantees every citizen a basic food supply; most incomes are not taxed; most people own their own homes or pay very little rent; utility bills, transport and medicine costs are symbolic; and the opera, cinema and ballet are cheap for all.

High-quality education and healthcare are free.

These provisions are part of the material wealth of Cuba and cannot be dismissed — as if individual consumption of DVDs and digital cameras were the only measure of economic growth.

Against great odds, Cuba has transformed itself from an underdeveloped “neo-colony” into an independent state, boasting world-leading human development indicators, internationalist education, healthcare programs and sustainable development.

It is no mere coincidence that Cuba is the only country in the world, according to the World Wildlife Fund’s 2006 Living Planet report, to have achieved sustainable development (measured as the improvement of the quality of human life while living within the carrying capacity of its ecosystem).

The collapse of the former Soviet bloc between 1989 and 1991 led to a collapse in Cuba’s foreign trade in a context of the crippling economic blockade maintained on Cuba by the US since 1960.

GDP plummeted 35% by 1993 and there were critical scarcities of hydrocarbon energy resources, fertilisers, food imports, medicines, cement, equipment and resources in every sector.

Cuba was forced to search for domestic solutions.

In agriculture, organic fertilisers and pesticides, crop-rotation techniques and organic urban gardens were developed. Tractors were replaced with human and animal labour.

Bikes were imported from China and car-pooling was established. As the economy improved, Cuba extended environmentally sustainable measures, introducing ecotourism and solar energy.

Economic reforms were introduced, including concessions to the “free market”. But free universal welfare provision, state planning and the predominance of state property were maintained.

Incredibly, given the severity of the crisis, between 1990 and 2003, the number of Cuban doctors increased by 76%, dentists by 46% and nurses by 16%. The number of maternity homes rose by 86%, day-care centres for older people by 107% and homes for people with disabilities by 47%.

Infant mortality fell and life expectancy rose. Internationalist links also increased, as thousands of Cuban specialists, including healthcare professionals and educators, volunteered to work in poor communities around the world. By November 2008, Cuba had nearly 30,000 doctors and other health professionals working in 75 countries, providing healthcare and training locals.

Its literacy programme has taught more than 3,600,000 people from 23 countries to read and write.

2006 dawned as the Year of the Energy Revolution in Cuba, a major state initiative to save and rationalise the use of energy resources: install efficient new power generators, experiment with renewable energy and replace old durable goods (refrigerators, televisions and cookers) with new energy-saving equipment.

Ten million energy-saving light bulbs and over six million electric rice cookers and pressure cookers were distributed free of charge. The aim was to raise the island's capacity for electricity generation and save the government millions of pesos formerly spent on subsidised fuel.

State subsidies mean energy consumption is not rationed through the market, so energy efficiency, not price hikes, is the principal means of reducing consumption.

Building on the campaign for energy efficiency, in 2008 Cuba launched a campaign to increase food production. Following the closure of many sugar mills, in 2007 up to 50% of Cuba's arable land lay fallow, while over 80% of the food ration was imported. The international rise in food and fuel prices meant the cost of Cuba's imports rose by $1 billion from 2007 to 2008.

Now, idle land is being distributed in through rent-free loans to those who want to produce organic food.

Already organic urban farms in Havana supply 100% of the city’s consumption needs in fruit and vegetables. They are supplemented by urban patios, of which there are over 60,000 in Havana alone.

Sinan Koont of the Department of Latin American Studies at Dickinson College, Pennsylvania, said in a January 2009 Monthly Review article: “It is not just about economics, producing food and creating employment. It is also about community development and preserving and improving the environment, bringing a healthier way of life to the cities.”

Central to understanding these achievements is the role of the state in Cuba.

State ownership and central planning allow a rational allocation of resources, balancing environmental concerns and human welfare alongside economic objectives.

Critics who point to the absence of multi-party elections and “civil society” in Cuba fail to appreciate how the island’s alternative grassroots system of participative democracy ensures the state is representative of its population and acts in their collective interests.

Under capitalism, private businesses regard the Earth’s natural resources as a “free gift” to capital. The need for sustainable development creates an irreconcilable contradiction under capitalism because it implies obstruction of the profit motive that drives capitalist production.

In December 2004, Cuba and Venezuela formalised their alliance with the formation of the Bolivarian Alliance for the Americas (ALBA). Between 2006 and 2009, Bolivia, Nicaragua, Dominica, Honduras (under Zelaya), Ecuador, St Vincent and the Grenadines, and Antigua and Barbuda joined ALBA, turning it into a political and trading bloc of significance.

Members are engaged in projects of humanitarian, economic and social cooperation through non-market, non-profit-based exchanges.

The Bank of ALBA was launched in December 2008 with US$2 billion capital, operating without loan conditions and functioning on the basis of members’ consensus. It contributes to freeing countries from the dictates of the World Bank and the International Monetary Fund.

In January 2010, a new currency for exchanges within ALBA (the “sucre”) will be introduced, undermining the leverage of the US dollar.

ALBA is the fruit of Cuba’s internationalist, welfare-based development model. It is also the expression of pan-Latin American integrationist movements and the ascendancy of social movements representing the interests of the indigenous and poor communities.

These sectors demand rational development strategies that respect their traditions and environment.

The April 2009 ALBA declaration “Capitalism Threatens Life on the Planet” said: “The global economic crisis, climate change, the food crisis and the energy crisis are the result of the decay of capitalism, which threatens to end life and the planet.

“To avert this outcome, it is necessary to develop and model an alternative to the capitalist system. A system based on solidarity not competition; a system in harmony with Mother Earth and not plundering of human resources.”

The Cuban Revolution is a living example, with increasing relevance, showing it is possible to live with dignity and sustainably outside of the capitalist profit motive, with human welfare and the environment at the centre of development.

It is a lesson we must learn urgently because, in the words of former Cuban president Fidel Castro at his speech at the 1992 Earth Summit, “Tomorrow will be too late”. 
 
Fonte: GreenLeft

17 de fevereiro de 2010

Rede de seres conscientes

Ei, você aí... o carnaval acabou, o ano agora começou de verdade, não tem mais desculpa para adiar os planos de 2010. Para inspirar as ações conscientes deste ano, olha só que bacana esta rede mundial chamada 'change agents'. São pessoas comuns, como eu, você e o Roberto que estão fazendo a diferença por um mundo melhor.

O bacana do site é que, além dos próprios participantes da rede, tem uma rede maior de pessoas chamadas 'backers' que podem oferecer suporte de diversas maneiras para os projetos conduzidos pelos 'change agents'. Vale a pena conferir!

Que 2010 seja um ano de grandes e conscientes projetos!

Beijos!

16 de novembro de 2009

Impressão Verde: evitando o desperdício


GreenPrint World economiza papel e árvoresMe deparei com um software muito interessante que, além de fazer economizar nas impressões e abraçar a causa “verde”, é muito útil.

O programa orienta o usuário a gastar menos papel na hora da impressão. Uma situação comum é sair aquela última página apenas com uma ou duas linhas e acabar indo pro lixo. Ou então, pior: ao imprimir no Excel, por exemplo, saem várias páginas com pedaços da sua planilha e nada se aproveita, seja porque esquecemos de ajustar a área de impressão ou de dar uma pré-visualizada pra ver como ia sair. Em resumo, desperdício atrás de desperdício!

E não só de papel, de tempo, também. Agora imagine esses casos multiplicados diversas vezes por dia e em todo o mundo. Quando começamos a fazer as contas: tantas pessoas em casa mais tantas empresas com tantos funcionários… parecem assustadores os números de papéis jogados fora por inobservância de detalhes de configuração.

Então, para tentar dar um basta ou, ao menos, reduzir significativamente essa condição agressiva à natureza, o fabricante GreenPrint Technologies criou um software capaz de identificar essas situações desastrosas e corrigi-las. Com o GreenPrint World esses casos corriqueiros tendem a ser coisa do passado. E a natureza agradece.

Como funciona?

O programa se instala como uma espécie de impressora virtual, bem semelhante àqueles programas que geram PDF. Na hora que você mandar imprimir pela impressora criada pelo GreenPrint World, se ele notar que uma página vai ficar com pouquíssimas linhas, faz o alerta: mostra em vermelho quantas e quais páginas são potenciais desperdícios. Porém, deixa a seu critério imprimir tudo ou descartar o apontado como desnecessário, apesar de -por padrão- considerar a impressão sem perdas. Outra opção é imprimir para um arquivo PDF ou enviar o PDF por e-mail. Dessa forma, economiza-se -mesmo- 100% de papel.

E ainda, se você desejar participar do envio, anônimo, das suas estatísticas de impressão, elas vão alimentar o contador de emissão evitada de CO2 e de páginas e árvores economizadas globalmente por todos aqueles que já baixaram e estão fazendo uso do utilitário. Até o momento da publicação deste post, evitou-se o desperdício de aproximadamente 5,7 milhões de páginas; 1,9 mil toneladas de CO2 e 686 árvores foram poupadas da ceifa.

Fica aí a dica para reduzir os gastos e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo! Lembrando que a versão World do software é gratuita: baixe agora.

Postado por Gabriel dos Anjos

4 de novembro de 2009

A New Economic Paradigm for a Sustainable Society

Imagine a society without ownership. Imagine how efficient that society could be. Imagine a system in which reuse and recycling were the norm. These are the ideas behind product-service systems and the functional-service economy.

A product-service system is a simple concept. It basically refers to the rental system models we have today (car rentals, tool rentals, etc.); meaning that a customer pays for the use or function of an item, rather than buying the item, itself. However, taken a step further, as a man named Walter Stahel has done, it becomes a full-fledged economy based on service and function of products rather than ownership. He has dubbed it the “functional-service economy”.

What are the benefits of a functional-service economy?

The current system in the Western developed nations of the world can be described as a “throw-away system” wherein the great majority of the things we purchase everyday (including the packaging) is simply thrown away within a very short time span (6 months to a year). This, of course, points to a huge flaw in our production-consumption system; the fact that it’s a linear, through-put system. On one end, we are extracting natural resources, on the other we are simply dumping the resulting waste into landfills or burning it. (Not to mention all of the pollution and waste created throughout the production, processing, transportation and use phases of the products). Looking at the entire “life” of the products we use is called a life-cycle perspective and it is a very necessary way of looking at our system if we want to improve it and find pathways to sustainability. When Walter Stahel looked at the status quo with a life-cycle perspective, he saw just how linear it was and he also saw the places where there are opportunities to create loops. For instance, reusing packaging materials. After a customer used the product s/he’s rented, they bring the product back in the same packaging. No waste. The product is reused and maintained and loaned out to other customers. When a product no longer functions, the parts are reused in other products. The economy functions based on payment for services. It uses the 3 Rs in the right order.

There are obviously many barriers to implementing such an economic model. For instance, there are some strong emotional and psychological ties in modern cultures to ownership. It has become ingrained in our personal sense of identity in many cases. In fact, entire associations are formed around the common experience of owning a particular thing (eg- a certain make of car). There is also not any existing infrastructure to support the functional-service economy in most places. And there are numerous other challenges to realizing this idea. However, it is obvious that we are in great need of a paradigm shift and any such shift will doubtlessly entail great obstacles. It’s just a matter of setting course and finding ways of steering around them.

In a world with a growing population and dwindling resources, we cannot afford to waste, especially not at the current pace. We need innovative solutions and we need to put them into practice. My hat off to Walter Stahel, for developing such a brilliant idea! And now it’s up to us, as consumers, as citizens and as educated professionals, to make the changes happen in reality.

For more information, see:
http://www.unep.fr/scp/design/pss.htm
http://www.indigodev.com/Stahel.html
http://www.lumes.lu.se/database/alumni/06.08/thesis/Jennifer_Hinton.pdf

Fonte: SustainabilityForum

20 de outubro de 2009

Vegetable soup for everybody!

Fonte:Sustainabilityforum.com

Serious problems sometimes require innovative solutions. More and more, western food consumption habits are becoming a serious environmental problem. I was keen to hear some of the (not always serious) solutions offered at a workshop run by the Sustainable Consumption Institute (Manchester University). What can we do to make sure people eat healthier and less meat (the latter being a huge problem in terms of gas emission and devouring much of our water and land resources)?

Sustainable food = use of less finite resources in food production, emit less greenhouse gases (environmental), treat those in food chain better (social), make money for further investment (economic).

The workshop started with a breathtaking presentation on sustainable food policy by Professor Tim Lang. Apart from being the world's only professor of food policy (City University), I learned, Tim Lang is also the Natural Resources and Land Use Commissioner within the UK Government's Sustainable Development Commission. He fears that many governments and businesses believe that sustainability means merely to reduce carbon emissions. This is complete rubbish, as Tim pointed out. Sustainability is about much more. It is the conviction that only when ecological, social and economic principles work hand in hand, lasting success will be achieved. He also outlined how slow public institutions are in analyzing the effect of meat consumption or any other food policy issue in the UK. Sometimes it would take years for think tanks or government to come up with the right methodology for their research. Even the European Commission would generally keep very silent about ecological food policy. So, who is in charge – government, companies or consumers? "I will if you will". We are trapped. What can we do?

Eat less meat.


Following up on Tim Lang, Dr Unni Kjaernes from the National Institute for Consumer Research in Oslo, Norway, raised the so important question: "Should we eat meat in the future?" Neo-liberals would probably say yes and advocate for technocratic fixes to the meat production system. After all, animals could be bread that fart less (no joke, that is a big issue as those gases go right into the atmosphere). However, Unni fears that modernization (new farming methods, new "production" technology etc.) would only augment demand for meat and hardly reduce it (rebound effect). On the other side, the state could step in and control meat production through regulations, quota, taxes etc. That might help to reduce meat consumption (or make the black market expand...). Just, who would vote for a party, which advocates for unpopular tax and meat restriction? Unni finished her presentation saying that there is no obvious solution to the problem of excessive meat consumption (and its consequences to the environment), although some promising development is taking place in terms of consumer awareness and strategic consumption.

After a short coffee break that I used to digest some of the theory confronted with, Professor Jukka Gronow (Uppsala University), Dr Johanna Mäkelä (National Consumer Research Centre, Finland), Professor Elizabeth Shove (Lancaster University), Dr Dale Southerton (Manchester Uni) and Professor Alan Warde (Manchester Uni) went on to present some innovative ideas for reducing meat consumption on a practical level. Proposals went from subsidizing Italian restaurants in the UK (Mediterranean cuisine is healthy!) to abolishing the main plate (as it is usually meat) and fostering urban gardening + community eating-places. The winning idea came from Dale, who suggested only refunding people's lunch expenses (particularly in the public sector), if they went to a green-labelled restaurant or shop! To his horror, Dale then learned from Tim that such initiatives were already under way.

Conclusion: Excessive meat consumption does not only harm your personal health but society as a whole. There is no easy solution in sight to change people's behaviour (political parties will not) but increasing awareness is there. Strategic consumption, consumer choice. And: Don't forget to ask your favourite Italian restaurant for an extra bowl of soup next time you're there!

Sustainable Consumption Institute: http://www.sci.manchester.ac.uk


7 de outubro de 2009

Generosidade: o quarto elemento do triple bottom line

Por Rogério Ruschel

Já não restam dúvidas científicas de que o desenvolvimento sustentável é o único modelo capaz de evitar a degradação em velocidade geométrica das condições de vida e a inevitável extinção de várias espécies da flora e da fauna do planeta, entre as quais a do Homo Sapiens, isto é: eu, você e nossos descendentes. Desconfie daqueles que se ocultam atrás de frases como “a ciência mesmo tem dúvidas sobre…” eles procuram apenas um escudo para esconder sua inércia, preguiça ou covardia.

Sabemos que para buscar a sustentabilidade, uma pessoa ou uma organização deve adotar como padrão de comportamento ou gestão a atuação ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável - o triple bottom line, conceito formulado pelo britânico John Elkington. Sabemos também que a busca pela sustentabilidade é uma caminhada que deve ser trilhada com início urgente e imediato.

Então o que faz uma pessoa, um cidadão, mobilizar-se pelo assunto ou uma empresa adotar a sustentabilidade no universo corporativo? Não sou um grande pensador, mas entendo que fundamentalmente a diferença está numa qualidade humana chamada Generosidade – e que a Generosidade é o quarto elemento do triple bottom line.

Generosidade é a qualidade do que é generoso, pródigo, do que perdoa facilmente, nobre, leal; a virtude de quem acrescenta algo ao próximo. Generosas são as pessoas que se sentem bem em dividir algo com outras pessoas porque isso as fará bem (em um contexto egocêntrico), tanto quanto àquelas pessoas que dividem bens tangíveis ou intangíveis com outros, sem a necessidade de receber algo em troca. É o contrário da Ganância. E isto se aplica quase que literalmente para organizações, porque por trás delas sempre estão gestores humanos.

No livro “Princípios de Filosofia” René Descartes apresenta a generosidade como “uma despertadora do real valor do Eu” e ao mesmo tempo uma mediadora para que “a vontade se disponha a aceitar o concurso do entendimento”. É filosófico, sim, mas é simples: a generosidade é uma qualidade de quem coloca os interesses de terceiros no mesmo plano dos seus interesses pessoais, para resolver um problema ou dilema que atinge a todos, que busca o entendimento. Não é exatamente disto que uma sociedade sustentável necessita?

No campo do Direito isto se chama “interesses difusos” – e como sabemos os interesses difusos - aqueles de interesse do conjunto da sociedade - são constitucionalmente inalienáveis. Trocando em miúdos, a Generosidade deveria ser um dos fundamentos da sociedade brasileira, explícito até mesmo pela Constituição. E a Ganância, o oposto da Generosidade, deveria ser execrada porque ofende direitos constitucionais coletivos.

No mundo corporativo a Generosidade pode ser traduzida como uma forma de altruísmo – e esta é a razão porque poucas empresas realmente adotam a sustentabilidade no processo de gestão: altruísmo não combina com capitalismo selvagem, com a famosa “lei de Gerson”, aquela de que se deve levar vantagem em tudo. No mundo corporativo Generosidade significa uma empresa ser menos gananciosa, tomar a decisão de reduzir sua margem de lucro ou aumentar em alguns meses o prazo de retorno de um investimento para ser ambientalmente correta e socialmente justa – sem deixar de ser economicamente viável.

Significa ter coragem para contrariar práticas de gestão, regras de mercado, de design de produtos e de formas de concorrência estabelecidas por força de um modelo de crescimento a qualquer custo que já se demonstrou completamente inviável do ponto de vista dos recursos naturais e da felicidade humana.

A Generosidade é o que diferencia uma empresa que adota critérios de Sustentabilidade em seu modelo de gestão daquela outra que diz adotar tal prática, mas desliza na superficialidade praticando o greenwashing.

Generosidade corporativa significa também compartilhar gratuitamente seu aprendizado, seu conhecimento, suas patentes, sua força e seus recursos em nome dos interesses que ultrapassam os limites da empresa. O jornalista Dal Marcondes, da Envolverde, costuma dizer que filantropia é dar um peixe a quem tem fome, responsabilidade social é ensinar a pescar, e sustentabilidade é preservar o rio. Pois no contexto da Generosidade corporativa este compartilhamento é estar na nascente do rio e compreender a importância de seu fluxo e entorno desde a foz. É perceber o que de fato importa para a perpetuação dos peixes.

Generosidade corporativa é perceber o problema das emissões de gases do efeito estufa como um assunto de interesse coletivo – e ir além de simples metas de redução.

Generosidade corporativa é compreender que não basta fazer o seu papel, é preciso mobilizar seus parceiros de negócios – e para isso se faz necessário ceder em aspectos antes inegociáveis.

Mas a Generosidade corporativa também oferece vantagens e oportunidades de negócios. Alguns exemplos, já clássicos:

  • A Danone francesa se associou às cooperativas de trabalhadores e ao Grameen Bank para implantar em Bangladesh 50 fábricas de iogurte de baixo custo. Com isso está atendendo crianças subnutridas com redução de custos fixos na implantação de fábricas e custos de produção, porque os funcionários são sócios e consumidores. Marketing? Sim, e inteligente, porque o modelo só funciona se houver redução da margem de lucro – uma opção generosa para conquistar mercado
  • No começo de 2000 a Sadia investiu na construção de dezenas de biodigestores nas propriedades de pequenos produtores de suínos. E porque ela fez isto se não está no ramo de produção de energia? Porque esta iniciativa evitou dezenas (talvez centenas) de multas pela contaminação do solo com os resíduos da criação, reduziu os custos dos produtores que passaram a gerar sua própria energia elétrica, agregou valor à atividade para fixar os filhos dos produtores no campo, perpetuando o fornecimento de matéria prima, e ainda gerou créditos de carbono! Puro negócio? Sim, mas a generosidade está em investir “dinheiro bom” em uma idéia coletiva, com prazo longo de recuperação
  • Evoluindo aos poucos durante os anos 90, a Interfaceflor, empresa norte-americana fabricante de tapetes, já está fabricando produtos com 100% de fibras recicladas a partir dos tapetes velhos de seus clientes. Ao fazer isto percebeu uma ótima oportunidade. Como tapete é artigo de decoração e sai de moda, a empresa mudou o modelo de negócio: está propondo que seus clientes não comprem seus tapetes – e como num processo de “leasing” de automóveis, as famílias podem ficar com o produto ou trocar por outro, ao fim do pagamento. Coragem para mudar exige generosidade

Na linha do tempo da história a Generosidade é um dos traços da personalidade de pessoas que trouxeram benefícios universais para a Humanidade como: Mahatma Ghandi, Buda, Jesus Cristo, Nelson Mandella, Martin Luther King, Wangari Maathai, Muhammad Yunus, Madre Teresa de Calcutá e outros, mas também aparece em pequenos gestos de pessoas comuns em nosso dia-a-dia, e que merecem ser elogiados e replicados.

Se lhe parece complicado entender a importância da Generosidade como parte da essência da Sustentabilidade, basta pensar no seu oposto, a Ganância. Com certeza você vai concordar comigo que a Generosidade realmente é o quarto elemento do triple bottom line.



(Rogerio Ruschel é diretor da Ruschel & Associados Marketing Ecológico e editor da revista eletrônica “Business do Bem – Economia, Negócios e Sustentabilidade”)

5 de outubro de 2009

Filmes que despertam a consciência II

Continuação da lista de filmes sobre sustentabilidade

A História das Coisas (The Story of Stuff )
Direção: Annie Leonard (2007)
Disponível no site http://www.storyofstuff.com e também no YouTube com legendas em português, o documentário de linguagem simples e direta mostra o ciclo de vida dos produtos que consumimos, desde de sua matéria-prima até o descarte final.


O Homem que Virou Suco
Direção: João Batista de Andrade (1981)
Um poeta recém-chegado do Nordeste a São Paulo é confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão. Em meio a perseguição que o personagem sofre injustamente, o filme aborda a relação do homem simples diante de uma sociedade opressora e diferente de sua terra natal, que acaba aos pouco com as suas raízes do homem comum.

Hotel Ruanda (Hotel Rwanda)
Direção: Terry George (2004)
Baseado em um personagem do livro “Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias”, de Philip Gourevitch, Hotel Ruanda mostra a luta pela sobrevivência em meio a intolerância gerada pelo conflito étnico de gerações que assola a região africana. Paul Rusesabagina era gerente de um sofisticado hotel na capital de Ruanda, em 1994, e tentou proteger mais de 1200 adultos e crianças do genocídio no local.

O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener)
Direção: Fernando Meirelles (2005)
Justin Quayle, diplomata por profissão e jardineiro por hobby, tem sua rotina alterada quando sua esposa é brutalmente assassinada. Com o intuito de descobrir o que aconteceu à mulher, acaba sabendo que o crime foi uma queima de arquivo comandada pela indústria farmacêutica que usa africanos como cobaias para testes.

Ladrões de bicicletas (Ladri di biciclette)
Direção: Vittorio De Sica (1948)
Em meio às ruínas da II Guerra Mundial, o neo-realismo no cinema italiano surge com situações do dia a dia, personagens comuns e filmagens nas ruas. Em “Ladrões de bicicletas”, Ricci é um desempregado, cuja bicicleta é roubada no primeiro dia de trabalho. Sem ela, sabe que perderá o emprego e a partir daí, o roubo surge como opção para um homem honesto.

Metropolis
Direção: Fritz Lang (1927)
O clássico de Fritz Lang, um dos ícones do expressionismo no cinema, se passa no século 21, numa grande cidade governada por um poderoso empresário. Os seus “amigos” constituem a classe privilegiada, enquanto os trabalhadores são escravizados pelas máquinas, condenados a viver e trabalhar no subsolo. Nesse contexto, a jovem Maria se destaca, incentivando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos.
Momento Inesquecível (Local Hero)
Direção: Bill Forsyth (1983)
O filme retrata o conflito entre uma empresa texana de petróleo e pescadores na Escócia, cujas terras da comunidade simples são requisitadas para a implantação de uma refinaria.

Natureza Morta (Still Life)
Direção: Jia Zhang Ke (2006)
Tendo como pano de fundo a polêmica construção da barragem das Três Gargantas, Natureza Morta exibe duas histórias de amor e ruptura. A cidade de Fengjie já está submersa, mas o seu novo bairro ainda não foi terminado quando Han Saming, um mineiro, viaja para lá buscando encontrar a ex-mulher que não vê há 16 anos. Enquanto isso, Shen Hong, uma enfermeira, está à procura do marido que não vê há dois.

Norma Rae
Direção: Martin Ritt (1979)
A luta de uma operária por melhores condições trabalhistas numa empresa do setor têxtil, em uma pequena cidade americana, é o pano de fundo para o drama baseado em história real.

Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking)
Direção: Jason Reitman (2006)
Um lobbista da indústria de cigarros tem seu jogo de cintura colocado a prova em uma luta para “proteger” o direito de fumar. Ao mesmo tempo, deseja ser um bom exemplo para o filho. O filme trata de forma irônica a disputa entre governo e a indústria do fumo americana.

O que você faria?
Direção: João Jardim (2006)
No mesmo dia de uma reunião do G-8, executivos disputam uma vaga numa empresa em Madri (Espanha). Mesmo com as ruas da capital espanhola ocupadas por violentas manifestações contra a cúpula, os candidatos participam da seleção, que inclui uma estranha prova, cujo objetivo é descobrir qual o agente da empresa infiltrado entre os participantes.

Peões
Direção: Eduardo Coutinho (2004)
Em 1979 e 1980, na região metalúrgica do ABC (Grande São Paulo), trabalhadores anônimos se envolveram no movimento grevista ao lado de pessoas que se tornaram líderes, como Luís Inácio Lula da Silva. O documentário de Coutinho dá voz a essas pessoas que não seguiram a carreira política, mas tiveram suas vidas marcadas pelos movimentos grevistas da época.

Pro dia nascer feliz
Direção: João Jardim (2006)
Situações de preconceito, violência e esperança fazem parte do cotidiano dos adolescentes brasileiros nas escolas. O documentário “Pro dia nascer feliz” se passa em três estados brasileiros e mostra a situação de jovens de diversas classes sociais e seus professores, auxiliando no debate sobre como melhorar a educação, que representa hoje uma das áreas mais debilitadas no Brasil.

Quanto vale ou é por quilo?
Direção: Sergio Bianchi (2005)
Três histórias se entrelaçam para contar a exploração da miséria e a aparente solidariedade prestada: no século XVII, um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida. Nos dias atuais, uma ONG implanta o projeto Informática na periferia e uma das personagens descobre que os computadores foram superfaturados. Em outro lugar, um jovem desempregado torna-se matador de aluguel para sustentar a esposa grávida.

Rei do Milho (King corn)
Direção: Aaron Woolf (2007)
Dois amigos se mudam para a cidade para aprender mais abre a comida que consomem. Com um pouco de ajuda eles conseguem plantar muito milho, mas quando procuram nas embalagens dos supermecados, não encontram nenhuma informação sobre seu produto. O filme aborda questões preocupantes sobre como consumimos e cultivamos os alimentos.
O Retrato de uma Coragem (Silkwood)
Direção: Mike Nichols (1983)
Karen Silkwood (Meryl Streep), funcionária de uma fábrica de componentes nucleares em uma pequena cidade do interior dos EUA luta pela saúde e por melhores condições de trabalho para os funcionários do local. Porém, acaba descobrindo mais do que os poderosos gostariam que ela soubesse, pondo em risco sua própria vida. Baseado em fatos reais.

Sangue Negro (There Will Be Blood)
Direção: Paul Thomas Anderson (2007)
Um mineiro de prata derrotado divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde há muito petróleo. Decide partir para o local com seu filho e se arriscar na busca pelo sangue negro, que lhes traz riqueza e muitos conflitos.

A Síndrome da China (The China Syndrome)
Direção: James Bridges (1978)
Ficção que mostra o acidente de uma usina nuclear. Teve grande repercussão por ter sido lançado doze dias antes do acidente ocorrido na usina nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos.

Super Size Me
Direção: Morgan Spurlock (2004)
Estudos recentes comprovaram que a cada três americanos, dois estão acima do peso ou são obesos. Super Size Me tenta mostrar que a ingestão de fast food pode ajudar no crescimento desses números e acabar com a saúde da população.

Syriana â€" A Indústria do Petróleo (Syriana)
Direção: Stephen Gaghan (2005)
Robert Baer investiga terroristas no mundo todo e, à medida que a ação deles passa a ser cada vez mais forte, o personagem observa a CIA dando lugar à politicagem. Porém, esses problemas começam a entrar na esfera pessoal quando um executivo do ramo petrolífero e sua mulher são envolvidos nessas tramas.

Tempos Modernos (Modern Times)
Direção: Charlie Chaplin (1936)
Um trabalhador de uma fábrica tem um colapso nervoso por trabalhar de forma quase escrava. É levado para o hospício, e quando retorna para a “vida normal”, encontra a fábrica já fechada. Em busca de outro destino acaba se envolvendo numa greve e é preso, entre outras confusões do gênero.

Terra Fria (North Country)
Direção: Niki Caro (2005)
No início dos anos 70, Josie Aimes foge do marido e volta para sua terra natal, onde começa a trabalhar em uma mina de ferro. Ela e suas colegas são molestadas pelos homens que trabalham no local, mas os proprietários não fazem nada a respeito. Josie decide então mover uma ação legal contra eles. Inspirado em fatos reais.

Todas as crianças invisíveis (All the Invisible Children)
Direção Mehdi Charef / Emir Kusturica / Spike Lee / Kátia Lund / Jordan Scott / Ridley Scott / Stefano Veneruso (2005)
Reunião de sete curtas-metragens protagonizados por crianças de países diferentes e dirigidos por importantes cineastas, entre eles, a brasileira Kátia Lund.

A Última Hora (The 11th Hour)
Direção: Nadia Conners, Leila Conners Petersen (2007)
Descreve o último momento em que ainda é possível alterar o rumo das mudanças climáticas e os impactos consequentes sobre ecossistemas e o modo de vida das pessoas.

Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth)
Direção: Davis Guggenheim (2006)
O documentário mostra palestras e bastidores do ex vice-presidente americano Al Gore denunciando os perigos do aquecimento global.

Verônica
Direção: Maurício Farias (2008)
Verônica é professora da rede municipal na iminência de se aposentar, exausta e sem a paciência. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar um aluno de oito anos. A professora decide levá-lo em casa e ao chegar no alto do morro descobre que traficantes mataram os pais do menino e querem matá-lo também. Verônica foge com o garoto e depois é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver.

Viva Zapatero
Direção: Sabina Guzzanti (2005)
A italiana Sabina Guzzanti escreveu para a emissora estatal RAI um programa de humor intitulado "RaiOT", e no primeiro dia o programa foi cancelado, considerado vulgar pela emissora no tratamento com o governo. Nesse documentário, Guzzanti questiona os motivos do cancelamento e retrata as discussões sobre censura na Itália.

Wall Street - Poder e cobiça
Direção: Oliver Stone (1987)
Bud Fox (Charlie Sheen) é um jovem e ambicioso corretor que trabalha no mercado de ações. Após várias tentativas consegue falar com Gordon Gekko (Michael Douglas), um inescrupuloso bilionário. Gekko o adota como discípulo e logo Bud trabalha secretamente para Gekko, abandonando qualquer escrúpulo e ética com o intuito de enriquecer.

007- Quantum of Solace (Quantum of Solace / Bond 22)
Direção: Marc Forster (2008
O filme dá continuidade à série de James Bond em “007 Cassino Royale”. Em uma missão que o leva à Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que há uma conspiração para obter controle total de um dos mais importantes recursos naturais do mundo por meio da manipulação de poderosos contatos na CIA e no governo britânico.

21 de setembro de 2009

Visão fragmentada X Visão sistêmica

Por Luis Antônio Gaulia*

"...mas a tal Sustentabilidade, palavra da moda, precisa exatamente disso: de uma visão mais abrangente – que vai gerar alguma reflexão e muito aprendizado."

Numa conversa com um engenheiro de uma fábrica de bombas, mísseis e explosivos foi perguntado se o sujeito tinha algum tipo de culpa pelo que produzia. A resposta veio com um tiro de fuzil: “Não tenho culpa de nada. Aqui eu só faço a colocação do detonador. Nem sei quanto de explosivo existe nesse artefato. Também não sou eu quem jogará essa bomba em cima dos outros”.

O exemplo acima ilustra bem o que significa ter uma visão fragmentada do mundo e da vida. Diferentemente de uma visão sistêmica – que considera o conjunto, o todo e a teia de conexões e interdependências de qualquer atividade humana. E que é fundamental para a sobrevivência atual de nossa espécie na terra.

Mas de onde surge essa visão estanque? Acredito que vivemos sob a influência de dois modelos de pensamento que não somente nos trouxeram o crescimento industrial e a fartura de produtos como automóveis, geladeiras, computadores e ogivas nucleares. Mas que também trouxeram, por conseqüência, os engarrafamentos, a queima de combustível fóssil e a poluição do ar, o desperdício de energia, a guerra moderna e seu poderio militar destrutivo como nunca se viu na história humana.

Falo sobre o pensamento de Descartes e de Newton. Pensadores geniais que transformaram o mundo pela força de suas idéias. Mas que estavam apenas parcialmente certos. Explico: quando se determina que a verdade é tudo aquilo que a razão pode explicar, privilegia-se o mental, racional, matemático e deixa-se de lado outras visões da verdade como os costumes, a cultura, a emoção, a espiritualidade (não de uma religião, mas de uma crença maior nos mistérios da vida). Ou seja, produz-se um modelo onde só a razão e a mente valem.

Ou seja, ao explicarmos a vida e o universo a partir de uma visão mecanicista, onde o mundo funcionaria como um grande relógio, passamos a perceber a dinâmica da vida como um conjunto de peças dentro de ritmos determinados pelo tempo e pelo movimento. Peças perfeitamente controláveis. Um modelo mental que acabou classificando homens e mulheres como “recursos” e dessa forma plenamente substituíveis ou trocáveis, assim como peças de uma máquina – muito bem retratada na genialidade de Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos”.

E mais ainda. Um modelo que deixou de perceber que a industrialização e o crescimento contínuo de negócios não consideravam há até poucos anos, os impactos desse crescimento sobre ecossistemas variados. Uma visão – fragmentada – que deixava a natureza do lado de fora das fábricas, desconsiderando o valor do que podemos chamar hoje de capital natural. E pior: na sua prepotência em traçar metas e objetivos, acreditou que através de um controle feito pelas planilhas matemáticas poderia comandar e controlar tudo. Inclusive a vida.

Ora, quem consegue controlar a vida? Ainda não existem respostas para isso. Assim, tanto Newton quanto Descartes descobriram uma apenas uma parte da verdade do mundo. E hoje, precisamos acrescentar, incluir, considerar, perceber outras dimensões desse gigantesco mistério chamado vida. Nosso futuro depende dessa visão sistêmica.

A partir disso, desta visão holística, do todo que nos une e nos insere numa teia universal, poderemos entender que nossos atos, dos mais simples aos mais complexos podem afetar nossos rumos, podem afetar nosso futuro. É um desafio muito grande começar a mergulhar nessas dimensões. Mas a tal sustentabilidade, palavra da moda, precisa exatamente disso: de uma visão mais abrangente – que vai gerar alguma reflexão e muito aprendizado. Por tabela (Ops, olha o racional aí!), novos processos, novos jeitos de fazer, de organizar. Vai gerar inovação. Mudança.

E vai fazer também que aquele engenheiro lá na fábrica de bombas não tenha a desculpa perfeita de dizer que ele só é responsável por uma pequena parte do trabalho. Que não faz mal a ninguém na sua rotina de instalação de pequenos detonares dentro de pequenos ou grandes mísseis. Aliás, quem sabe num futuro não tenhamos mais este tipo de negócio? Indústria de armas, complexos militares.

Afinal, numa visão maior vamos nos descobrir não sujeitos desconhecidos, estrangeiros ou intrusos, mas membros de uma só família que habita o mesmo endereço residencial: a Terra.


* Luis Antônio Gaulia é especialista em Comunicação Empresarial e Comunicação para a Sustentabilidade.


(Envolverde/Revista Plurale)

3 de setembro de 2009

Especial Roberto : quer saber como inserir sustentabilidade no seu dia a dia?


Já está no ar o espaço Especial Roberto no site de sustentabilidade do Banco Real. Lá você pode se divertir com situações do dia-a-dia da vida do Roberto, personagem principal dos cursos online oferecidos pelo Banco. Veja aqui

3 de julho de 2009

O Ser Consciente sabe que a Terra é o seu HOME (lar)

O fotográfo francês Yann Arthus-Bertrand lançou recentemente o filme sobre meio ambiente chamado "Home", disponível gratuitamente no Youtube.

HomeO filme de 1h30 detalha a situação do planeta Terra e os desafios ambentais que enfrentamos como um sociedade de consumo.

Através de imagens de tirar o folêgo, Yann explica que nossa civilização precisa mudar sua forma de vive para salvar o nosso planeta.

O preço é alto, mas á tarde demais para pessimismo: a humanidade tem apenas 10 anos para reverter o processo.



Assista o filme e inspire-se para salvar a Terra (inglês com legendas em inglês).


Fazendas na cidade - Saude, cidadania e consciencia ecologica

Mais uma contribuição da nossa correspondente internacional, Melissa:

T
odas as consequencias que estamos agora notando sobre nosso modo de vida contemporaneo tem levado a muitas pessoas a pensarem e agirem de uma forma que reuna os antigos conhecimentos com as necessidades atuais de consumo de nossa sociedade. Considerando que estamos numa era na qual enfrentamos grandes desafios como Efeito Estufa, violencia e pobreza, epidemia de obesidade e doencas metabolicas, parece complicado pensar numa solucao para tantos problemas espalhados por todo o mundo.

Nao para Will Allen. Allen eh um fazendeiro urbano. Isso mesmo, producao agricola na cidade. O que parecem dois conceitos distantes, e ate contraditorios, transformou a comunidade onde ele vive, no Winsconsin. Tudo comecou, em 1993, com as criancas, num projeto de jardinagem que incluia jovens sem lugar para trabalhar. Allen tinha uma pequena propriedade e uma grande vontade de fazer a diferenca, entao desenvolveu tecnicas de cultivo e programas educacionais que foram alem das abordagens tradicionais, e juntou, literalmente, a fome com a vontade de comer.

A partir da necessidade dessa populacao de melhor qualidade de vida - mais empregabilidade, mais educacao,
mais saude - eh que a ONG Growing Power surgiu, na qual Allen eh o CEO e co-fundador. Com o objetivo de transformar o cultivo, a producao, e a distribuicao de alimentos saudaveis para a mal-servida populacao da cidade, o esforco de Allen e da Growing Power eh no reconhecimento de que a populacao de baixa renda das cidades tem acesso limitado a frutas e vegetais frescos e seguros de se consumir, o que estah diretamente ligado a dieta pobre em nutrientes e, consequentemente a doencas cardiovasculares, obesidade e diabetes.
Como melhorar essa situacao, considerando que uma abordagem "de volta ao campo" nao iria funcionar? E entao, como proporcionar alimentos frescos, organicos, e de baixissimo impacto ambiental? E ainda com baixo preco final para o consumidor?

O modelo holistico de cultivo de Allen incorpora uma sintese de varias tecnologias de cultivo de baixo custo - estufas, uso vertical do espaco, aquicultura, vermicultura, compostagem - com uma rede de distribuicao urbana, que fornece produtos o ano todo. Os pontos a se destacar nesse tipo de abordagem passam desde a otimizacao da producao organica de vegetais e animais acessivel a todos, ate um menor custo e menor rastro de carbono na distribuicao, por se localizar ao lado do consumidor final.

Por meio de parcerias com organizacoes locais, as atividades da ONG se expandiu, nesta ultima decada, e passam tambem por treinamentos de jovens e adultos, que sao incentivados a produzir comida saudavel para sua comunidade e a estabelecer novas fazendas urbanas.Will Allen continua seu trabalho como educador, fazendo palestras nos EUA e pelo mundo para inspirar fazendeiros urbanos.

Saiba mais sobre a Growing Power
Growing Power eh uma organizacao nao governamental que ajuda a fornecer acesso igualitario a alimentos saudaveis, de alta qualidade, seguros e baratos, de forma sustentavel. Hoje, seu compromisso se estende nacional e internacionalmente na promocao de sistemas sustentaveis de producao de alimentos. Seus treinamentos incluem informacoes sobre processamento anaerobico de sobras de alimentos, biofitocorrecao e saude do solo, aquicultura em sistemas de looping fechado, vermicultura (minhocas), compostagem em pequena e grande escalas, agricultura urbana, engajamento comunitario, desenvolvimento de lideranca participativa, e planejamento de projetos.


8 de junho de 2009

Cooperando com o bem estar das pessoas e do planeta.


Esses post é uma colaboração da nossa correspondente internacional Melissa. Ela está vivendo em New York e nos conta o que de mais consciente esta rolando por lá.

"Desde que cheguei aqui em NYC e pisei no Brooklyn, percebi que minha experiencia nessa cidade nao teria muito a ver com o corre-corre das pessoas apressadas para o trabalho, o transito intenso e os taxistas malucos, ou fast food a vontade.
A confirmacao veio na mesma semana, quando pisei na Park Slope Food Coop. Parecia que um portal para outra dimensao havia sido aberto na minha frente, e que minhas preces de ter uma vida mais saudavel e meu sonho de praticar minha arte na cozinha tinham sido atendidos melhor do que eu jamais poderia imaginar.
Todos me perguntam, depois desses quase 3 meses aqui, se eu ja engordei, quantos quilos, se eu como muito hamburguer com batata frita. Mas meu dia a dia esta muito longe disso. Na segunda semana aqui, ja me inscrevi para receber a orientacao basica na Coop, para tambem ser uma cooperada, e poder fazer meu supermercado a vontade nesse paraiso gastronomico.
Dizem que essa cooperativa comecou com uns amigos que se juntaram para comprar uma caixa de cenouras e repartir, pois assim era mais barato. Desde entao (eram os anos 70), mais interessados foram se juntando a essa ideia: comer bem e de forma saudavel, consumir produtos frescos e direto do fornecedor, gastar pouco e fomentar o espirito de cooperacao entre as pessoas.
Hoje, a Coop (le-se Coh-ohp, como eh carinhosamente chamada por todos) tem mais de 14 mil cooperados ativos, 60 pessoas no staff, dezenas de fornecedores locais, movimentando muita grana no ramo de organicos, ecologicamente corretos, alimentos para pessoas com restricoes alimentares (sem gordura, sem acucar, sem laticinios, sem gluten, e por ai vai), comercio justo, pequenos produtores, produtos biodinamicos, e todos esses termos novos que dizem respeito a Sustentabilidade.
O esquema eh o seguinte: na orientacao, voce recebe instrucoes basicas de como ser cooperado. Voce paga uma taxa de inscricao, faz um investimento inicial, e ja pode ir comprar. So que, so pode comprar quem trabalha na Coop. Isso mesmo, para usufruir de todos esses produtos sensacionais, voce tem que dar 2h45min, a cada 4 semanas, de trabalho. E ha postos de trabalho de todo o tipo: desde caixa ate processador de alimentos, passando por reposicao de prateleiras e redator no jornalzinho. Ou seja, quem te atende eh uma pessoa igualzinha a voce: tem seu emprego proprio, suas atividades, e tambem trabalha na Coop; um funcionario publico eh da conferencia de entrada de pessoas, um advogado eh do recebimento de mercadorias, e eu sou caixa.
Tudo funciona pela forca de trabalho dos cooperados, e a administracao da Coop eh eleita pelos proprios membros, periodicamente. Dessa forma, os produtos podem chegar ao consumidor final sem o peso no preco dos repasses de atravessadores, muitos custos internos com pessoal, nem do lucro da empresa, pois como cooperativa, a organizacao eh sem fins luccrativos.
Alem disso, a Coop oferece varios cursos ligados a qualidade de vida e bem estar, como terapias holisticas, passando por cursos de nutricao e beleza, e ate financas. A conscientizacao e acao socioambientais sao levadas a serio, e inclui as criancas da comunidade de Park Slope.
O interesse pela Coop eh tao grande, que muitas pessoas de outras regioes, como Manhattan e Queens, vem ate o Brooklyn so para comprar na cooperativa, o que ja esta provocando o movimento de abrir uma nova Coop numa regiao mais central de NYC.
Meu novo sonho agora eh que haja esse tipo de negocio na minha cidade, no Brasil, e quem sabe em todo canto do mundo.
Ah, minha saude esta muito bem e nao engordei nada (acho ate que emagreci um pouco."

Fonte: Blog da Melissa